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Intercâmbio na Irlanda: nossa experiência na Atlas Language School

Intercâmbio na Irlanda. Nossa experiência estudando inglês na Altas Language School, em 34 perguntas e respostas.

Uma das coisas que os pretendentes a intercâmbio em Dublin mais nos pediam foi para que falássemos mais sobre a escola em que estudamos, a Atlas Language School. Demoramos um pouco para escrever porque preferimos terminar o curso e assim podermos escrever um relato completo, já que as nossas impressões e opiniões sobre a escola poderiam mudar no decorrer dos meses.

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Neste post vamos responder algumas perguntas que mais nos fizeram.  Você pode clicar nos links para ir direto para a resposta. Sei que ficou grande, mas, modéstia à parte, está bem completo. Mesmo assim, se ainda ficou alguma dúvida, deixa lá embaixo nos comentários que a gente responde.

1. Por que vocês escolheram a Altas Language School?
2. Qual foi o curso que vocês fizeram?
3. Há muitos estudantes brasileiros na Atlas?
4. Há quantos estudantes por classe?
5. Como é o mix de nacionalidades?
6. Como são os professores?
7. A escola costuma ouvir as opiniões e queixas dos estudantes?
8. Os professores falam em inglês o tempo todo? Eles fazem algum tipo de tradução?
9. Como é a exigência em relação à frequência e pontualidade?
10. A escola oferece algum tipo de acomodação para intercambistas?
11. Como são as salas de aula?
12. É ruim estudar com brasileiros?
13. Quando as aulas começam?
14. O que você não gostou na escola?
15. Há muita tarefa de casa para fazer?
16. Quais eram os horários das aulas?
17. Qual é o motivo dos diferentes horários de aula às sextas-feiras?
18. A escola tem um refeitório?
19. Os professores corrigem quando os alunos falam errado?
20. A escola possui algum sistema de avaliações ou provas?
21. Existe algum tipo de aconselhamento para estudantes, relacionado a técnicas de estudos?
22. A escola oferece cursos de preparação para exames de certificação Cambridge, como IELTS?
23. A escola oferece atividades extraclasse?
24. Como foram os primeiros dias na escola?
25. Quais são os livros utilizados pela escola?
26. A escola tem biblioteca?
27. Como são os simulados (MOCs) preparatórios para os exames
28. Como trocar de nível?
29. Qual é a gerência em relação aos exames de Cambridge?
30. Posso pedir material de estudo extra para meus professores?
31. A escola tem uma classe para cada nível?
32. As aulas permitem o desenvolvimento de todas as habilidades do idioma?
33. Como é a equipe da escola? Como é o atendimento?
34. Vocês recomendam a escola?


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1 – Por que vocês escolheram a Altas Language School?

A Atlas é considerada uma das melhores escolas da Irlanda, vencedora de prêmios de melhor escola da Europa (ST Star Awards English Language School Europe 2017). Além disso, a escola é muito bem avaliada no Google e também no Facebook.

Quando decidimos estudar fora, sabíamos que seria um investimento muito alto e, portanto, não podíamos correr o risco de escolher uma escola que não fosse bem avaliada pelos seus estudantes. De certo modo, também tivemos que confiar na nossa consultora de intercâmbio, a Cinthya da T2T, que foi muito sincera e estabeleceu uma relação entre preço e qualidade, logo nas primeiras conversas. O que ela nos disse foi: a Atlas é uma escola mais cara, mas tem um mix de nacionalidades bem interessante e oferece muito suporte ao estudante. Não nos arrependemos, de forma alguma, por termos escolhido essas escola.

Vale lembrar que, após ter ganhado esse reconhecidíssimo prêmio, a escola aumentou consideravelmente os preços de seus cursos. Quando fechamos o nosso intercâmbio, pagamos bem menos em comparação com o que está anunciado no site da própria escola. Vocês podem conferir os preços atuais clicando aqui.

Intercâmbio na Irlanda. Nossa experiência estudando inglês na Altas Language School, em 34 perguntas e respostas.

A Atlas funciona nesse prédio histórico lindo!

2 – Qual foi o curso  que vocês fizeram?

Nós compramos o curso chamado General English Fluence, de 20 horas semanais, por 25 semanas. Porém, após metade do curso, migramos para o curso Full Time FCE Preparation. Esse curso é mais caro, mas não pagamos nada a mais por isso. Após o nosso exame, voltamos ao GE Fluence, onde ficamos o último mês.

3 – Há muitos estudantes brasileiros na Atlas?

Sim, assim como em todas as escolas de inglês na Irlanda. Talvez a Atlas seja uma das grandes escolas de Dublin que tem menos brasileiros (mas, mesmo assim, tem muitos!). E, como a escola é muito grande e tem várias classes de vários níveis, a gente tem a oportunidade de ter uma grande interação com muitos estudantes de outras nacionalidades.

4 – Há quantos estudantes por classe?

No máximo 15 estudantes, mas como a rotatividade é muito grande, seja porque tem gente terminando o curso, ou porque está trocando de nível, raramente nossas salas estiveram muito cheias.

5 – Como é o mix de nacionalidades?

Isso depende muito da sala, do nível, da época do ano e do curso. No geral, a escola tem estudantes de todos os cantos do mundo. Durante um tempo, na minha sala, havia 14 estudantes de 12 nacionalidades diferentes. E era muito legal a interação com o pessoal. Ao todo, estudamos com pessoas do Brasil, é claro, Argentina, Chile, Coreia do Sul, Japão, França, Suíça, Costa Rica, Arábia Saudita, Espanha, Colômbia, Turquia, Itália, Alemanha, México, Taiwan, Polônia, Holanda, Paraguai e Peru. Esses são os países que a gente lembra, pode haver outros.

É importante salientar que, na época do verão, entre os meses junho a agosto, a escola recebe muitos estudantes europeus, o que intensifica o mix de nacionalidades.

6 – Como são os professores?

Há professores de várias nacionalidades diferentes, mas todos com um inglês perfeito e sem sotaques carregados, ou seja, todos eles falam inglês praticamente desde que nasceram. A maior parte é de professores irlandeses, mas há professores do Uruguai, Itália, Grécia, Japão, Inglaterra e Hungria. Reforçando a questão do inglês perfeito deles, uma das melhores professoras que tive tem raízes sulamericanas.

Sobre o trabalho que eles exercem, isso varia muito de professor para professor. A escola não impede os professores de exercerem seu estilo próprio, portanto a gente fica bem na mão deles. Há professores que são muito organizados, focados, extremamente metódicos, exigentes, sérios e dão aulas mais tradicionais. Há outros que são mais brincalhões, bons de improviso, menos organizados, menos exigentes, mas dão aulas mais dinâmicas e divertidas. Porém, é possível aprender com todos.

O importante é saber que nenhum professor vai agradar, sempre, a 100% dos estudantes, pois cada estudante também tem o seu estilo e as suas preferências. Eu, por exemplo, me identifico mais com professores metódicos, organizados e exigentes. No entanto, há estudantes que vão preferir professores mais extrovertidos e menos exigentes.

Obviamente, por uma questão legal e também por ética e respeito aos profissionais, mesmo sabendo que isso vai gerar, naturalmente, curiosidade em alguns leitores, não citaremos nenhum nome de professor nesse post. Mas é claro que a gente tem os nossos favoritos!

Contudo, uma coisa é fato: todos os professores com quem tive aula foram super educados, gentis, atenciosos, disponíveis, pacientes, amigos e incentivadores. Sobre a questão da organização e do planejamento, dos sete com quem tive aula, apenas um era um pouco desorganizado e, às vezes, dava uma enrolada nas aulas. Mas, mesmo assim, eu pude aprender muito com ele, pois ele era extremamente exigente com os estudantes em relação à participação nas aulas e pronúncia.

Dos sete professores que a Gê teve, um deles dava a maior enrolada, tinha mais ou menos o mesmo comportamento do professor que eu citei (não era o mesmo professor). Mas a pior situação foi com um outro professor dela, que não só enrolava como, algumas vezes, desperdiçava tempo da aula por falta de planejamento. Ela chegou a formalizar algumas reclamações sobre a postura dele junto ao setor responsável por isso, mas a situação não mudou. Sendo assim, ela pediu para trocar de sala e foi atendida.

Tem uma outra coisa que acho importante falar sobre o assunto professores. De vez em quando algum professor precisava faltar, por uma razão ou outra. Em alguns casos, era por motivos de saúde. Em outros, por outras questões, às vezes planejadas, como remanejamento de turmas ou férias de algum professor (como a escola funciona praticamente o ano todo, eles precisam tirar férias durante as aulas).

A escola nunca nos deixava na mão e sempre providenciava um professor substituto. Aí é que entra o problema. Honestamente, eu não tive experiências muito positivas com professores substitutos. Ainda bem que foram poucas as vezes e por poucos períodos que isso ocorreu. Em algumas situações era visível que o professor tinha “caído de paraquedas” na sala, sem um pingo de preparo, sem saber o que fazer. Outros, simplesmente deixavam de lado o livro e inauguravam pautas próprias para as aulas. Houve uma situação em que um professor chegou à minha sala e ficou falando, sem parar, por uma hora e meia. Uma verdadeira aula de listening sobre assuntos que não despertavam o menor interesse. Alguns estudantes quase dormiram, outros ficaram com muita raiva.

7 – A escola costuma ouvir as opiniões e queixas dos estudantes?

Sim, com bastante frequência. Quase toda sexta-feira a gente recebia um formulário com a listagem de todos os conteúdos/habilidades trabalhados durante a semana. Nesse formulário, a gente podia colocar aquilo que a gente já tinha de fato aprendido e também fazer outras observações mais gerais sobre as aulas durante a semana. Honestamente, não sei o que eles faziam com esse formulário, pois não era preciso se identificar e, além disso, a gente entregava para os próprios professores, o que acabava inibindo um pouco os estudantes. Alguns professores faziam questão de recolher as avaliações. Outros, simplesmente deixavam para lá.

Outra coisa, existe uma pessoa responsável por acolher todo o tipo de queixa dos estudantes que esteja relacionada à dinâmica das aulas, à classe em si e também ao trabalho dos professores. A pessoa, inclusive, é requisitadíssima, pois a escola tem muitos estudantes. Eles até orientam que, primeiro, a gente procure o professor para fazer a queixa, mas acho que isso não acontece com frequência. Talvez porque o estudante não se sinta confortável de falar diretamente com o professor sobre o que pensa que há de errado com o trabalho dele.

Ao final de cada período letivo (um livro concluído), eles enviavam, via e-mail, uma mensagem solicitando um feedback do curso. Também, para estudantes que estão na última semana do curso, eles entregam um formulário pedindo uma avaliação objetiva, com atribuição de notas, avaliando os seguintes critérios: dinâmica das aulas, metodologia utilizada pelos professores, habilidades desenvolvidas, atividades oferecidas pela escola e coisas do tipo.

8 – Os professores falam em inglês o tempo todo? Eles fazem algum tipo de tradução?

O ambiente é em inglês, 100% do tempo, não tem tradução. A Atlas não tem turmas para estudantes com nível zero de inglês, então pelo menos o basicão de cumprimentos, números, falar seu nome e coisas do tipo você já tem que saber. Acredito que, a partir disso, os professores vão desenvolvendo as aulas, sempre em inglês, eles não traduzem e nem falam em outros idiomas, mesmo que o saibam. No início isso pode ser um pouco puxado, mas depois todo mundo se acostuma e entra no ritmo.

Alguns estudantes insistiam em falar, uns com os outros, no próprio idioma. Sempre que isso acontecia e os professores viam, eles repreendiam veementemente, era considerado quase um crime. Outra coisa, quando algum estudante perguntava o significado de uma palavra, a explicação tinha que vir em inglês. Quando algum colega traduzia a palavra, acabava passando vergonha, pois os professores chamavam a atenção de forma bem dura. Os professores sempre incentivam que os estudantes expliquem as coisas uns aos outros, mas desde que a explicação seja em inglês.

Essa é uma diferença importante entre estudar inglês fora e estudar em algumas escolas do Brasil. Nos cursos brasileiros, em boa parte dos casos, principalmente em relação a dúvida sobre vocabulário, a explicação até vinha em inglês. Mas, se ainda assim o estudante não entende, uma hora acaba sendo feita uma tradução. Quando se estuda inglês em um país de língua inglesa, isso não vai acontecer, pelo menos da parte do professor. Enfim, a ideia é aprender o idioma sem o recurso da tradução.

Muitos estudantes, eu mesmo fiz isso várias vezes, acabam apelando para o Google tradutor no celular. Algumas vezes eu avisava ao professor que estava fazendo isso, pois não é permitido, inclusive existe uma orientação da escola de que celulares não devem ser utilizados em sala de aula. Alguns professores são bem rígidos em relação a isso e, realmente não permitem. Eu tive um professor que, de tanto chamar a atenção de uma estudante que vivia mexendo no celular, mas não obtinha sucesso nas solicitações, recolheu o aparelho da mão dela e só devolveu no fim da aula (sim, era uma estudante adulta).

9 – Como é a exigência em relação à frequência e pontualidade?

A escola leva esses dois assuntos muito a sério. Por exemplo, se você chega 15 minutos após o início da primeira aula, ou seja, após 9h15min, é impedido de entrar na classe, ganhará falta e só poderá retornar para o segundo horário, que começa às 11h30min. Chegar atrasado para a segunda aula? Nem pensar! A regra da escola não permite que o estudante entre na sala de aula após 11h30min. Se você precisar sair antes do fim da aula, também ganhará falta. E mais, se você começar a chegar tarde várias vezes seguidas, mesmo que entre antes de 9h15min, o professor tem o direito de pegar no seu pé, chamar a sua atenção e, além disso, impedir a sua entrada.

Vale lembrar que, apesar de a regra existir e a maior parte dos professores seguirem as normas, alguns são mais flexíveis. Mas não é bom contar com isso.

Se está pensando em estudar na Atlas, é bom saber que se você se ausentar durante uma semana inteira, e não apresentar nenhum tipo de justificativa, seu nome será simplesmente retirado da lista de estudantes e você, teoricamente, perderá o seu lugar na turma em que estava. Quando retornar à escola, prepare-se para levar um sermão daqueles e, além disso, possivelmente ser trocado de turma. E, se sua ausência for ainda maior, você corre o risco de ser denunciado na imigração, pois, de acordo com a lei, o índice mínimo de frequência de um estudante intercambista deve ser de 85%. Se você quiser renovar o seu intercâmbio por mais um período e não tiver tido uma frequência razoável no período anterior, seu pedido de renovação poderá ser negado.

10 – A escola oferece algum tipo de acomodação para intercambistas?

Para programas de verão, com estudantes adolescentes, a escola tem um campus próprio, onde todo mundo fica junto o tempo todo, como se fosse um acampamento. Para estudantes adultos, a coisa é um pouco diferente. A escola tem parceria com famílias que hospedam estudantes. Na época do nosso intercâmbio o custo era de 200 euros por semana, por pessoa, e dava direito, além da hospedagem e banho, café da manhã e jantar.

Mas preste bem atenção: é uma hospedagem em casa de família, ou seja, você deverá seguir as regras e horários da família, comer a comida feita pela família (seja ela boa ou ruim), tomar banhos com a duração de tempo estipulada pela família, entrar e sair nos horários estipulados pela família e por aí vai.

Já ouvimos casos de estudantes que reclamavam tanto da quantidade quanto da qualidade das comidas preparadas pelas famílias. Uma colega nossa de 27 anos não tinha autorização para usar o fogão nem para preparar um lanche. Outros reclamavam das exigências em relação ao tempo do banho. A energia elétrica na Irlanda é muito cara, então eles ficam em cima disso. E, todos sabemos, existe outro problema: nós, brasileiros, normalmente tomamos banhos todos os dias e os banhos não são tão curtos, o que pode gerar alguns desajustes com a família.

11 – Como são as salas de aula?

Todas as salas do prédio principal possuem aquecedores, o que é fundamental durante os longos períodos de frio intenso no país. Algumas salas possuem duas janelas, outras, apenas uma. No inverno isso não é um problema, mas no verão, com temperaturas passando dos 30 graus, alguns dias eram bem complicados!

Existe um prédio na rua ao lado do prédio principal, onde também funcionam turmas lá. Muitos estudantes reclamam que o prédio não tem o mesmo conforto que o principal, pois só tem um banheiro compartilhado e os aquecedores das salas não são suficientes para esquentar o local durante o frio. Graças a Saint Patrick a gente não estudou nesse prédio.

A disposição das carteiras nas salas de aula é em forma de U, ou seja, todo mundo fica de frente/lado para todo mundo o tempo todo, não há filas. Algumas salas possuem carteiras com mesinhas dobráveis: horríveis. Ou você coloca o livro, ou o caderno, ou a caneta. É pouquíssimo espaço! Todos os dias, várias vezes durante a aula, as lições eram interrompidas pelo barulho de objetos caindo das carteiras. Uma chatice!

Intercâmbio na Irlanda. Nossa experiência estudando inglês na Altas Language School, em 34 perguntas e respostas.

Sala de aula com cadeiras de braço – espaço minúsculo para acomodar o material

Em outras salas os estudantes possuem mesinhas, o que é bem melhor, pois tem mais espaço. Porém, existe um problema: em uma sala de aula com 15 estudantes, parece não haver espaço para todas as mesas!

Intercâmbio na Irlanda. Nossa experiência estudando inglês na Altas Language School, em 34 perguntas e respostas.

Sala com cadeira e mesinha

Algumas salas possuem uma lousa interativa. Em outras palavras, trata-se um computador com acesso a internet e um monitor touch screen enorme, que funciona como um quadro, mesmo. Mas, repito: apenas algumas salas tinham esse quadro, a grande maioria possuía quadros brancos simples.

12 – É ruim estudar com brasileiros?

Eu tenho uma opinião sobre a qual muita gente pode discordar: eu não acho que estudar com brasileiro, em si, seja o problema. Eu não acho legal ficar fugindo de brasileiro, pois sou brasileiro, ora! É importante estar junto com as pessoas do seu país, até porque são eles que te ajudam na hora dos apertos e te indicam vagas de emprego e moradia.

O problema são as pessoas chatas e as que não possuem o mesmo objetivo que você. Aí, sejam brasileiras ou de qualquer outro país, devemos, sim, manter distância delas.

Como assim? A escola orienta que os estudantes conversem em inglês o tempo todo, pois isso auxilia do desenvolvimento das habilidades de comunicação do idioma. Além disso, não é educado ficar conversando no seu idioma e deixar pessoas de outras nacionalidades totalmente excluídas do assunto. Porém, muitos estudantes brasileiros não querem conversar em inglês com outros brasileiros.

Se você é o brasileiro chato que acha bobagem conversar em inglês com seu colega brasileiro, eu diria que você deveria ir cagar no mato. Mas, se você é o legal que quer conversar em inglês com todo mundo, ou pelo menos tentar, parabéns. Só que eu tenho uma notícia triste: você terá que ser muito insistente com seus colegas, o que, talvez, fará de você um chato para eles.

Enfim, cada um com seus objetivos, certo? Quer falar em inglês? Ótimo, é o recomendado, inclusive. Quer falar em português ou em qualquer outro idioma que não seja o inglês? Ótimo, também, mas não atrapalhe aqueles que querem desenvolver o inglês!

13 – Quando as aulas começam?

Todas as segundas-feiras. Dessa forma, todo aluno que chega vai se encaixar em uma turma que já está junta. Quase toda semana tem aluno novo e também tem aluno terminando o curso.

14 – O que você não gostou na escola?

Bom, preciso dizer que no verão a escola, além de quente, fica muito cheia, principalmente de adolescentes, a maioria vindo da Itália e da Espanha. As turmas ficam um pouco infantilizadas, fica difícil debater assuntos mais sérios, considerando a falta de repertório e experiência de vida de boa parte da galera. E isso dura cerca de três meses, de meados de junho a meados de setembro.

Outra coisa que eu não gostava eram das aulas de segunda-feira, no curso General English (No curso de preparação para o exame FCE isso não acontecia). Toda semana eu tinha a sensação de estar desperdiçando o meu tempo, com aulas muito arrastadas, zero desenvolvimento de conteúdo, apenas joguinhos, conversas. Parece que existe uma norma de que os professores não podem usar o livro na segunda-feira, mas eu não sei se é verdade. De qualquer forma, eles quase nunca usavam.

Eu acabei falando de joguinhos no parágrafo anterior, né? Pois então, uma estratégia muito utilizada pelos professores, principalmente no início das aulas, ou para revisar algum conteúdo, era o uso de joguinhos. Havia de todos os tipos: competição, memória, perguntas e respostas, dominó… Tantos que nem lembro! Alguns, preciso dizer, eram bem interessantes, mas a maior parte, não. Porém, vale lembrar, isso é o que eu penso sobre o assunto, ou seja, eu não gostava, mas qualquer um pode ficar livre para discordar de mim.

Outra coisa que eu não gostei de jeito nenhum foram as semanas de revisão nos cursos de General English.

É assim: os livros didáticos possuem 10 unidades, sendo que cada uma delas é trabalhada durante uma semana. Sendo assim, teoricamente, seriam necessárias 10 semanas para encerrar um período letivo, certo? Errado. Na sexta semana do curso, em vez de usar o livro, existe a chamada semana de revisão. O mesmo ocorre após a unidade 10, ou seja, na 12ª semana.

Na prática, portanto, apesar de o livro ter 10 unidades, os períodos de estudo duram 12 ou 13 semanas (acompanham as estações do ano), ou seja, a cada período há duas ou três semanas de revisão, o que, no General English, na minha opinião, era um completo desperdício de tempo.

O que se espera das semanas de revisão? Revisão do que foi estudado anteriormente, certo? Pois isso não aconteceu no meu caso, nem com a Gê. Conversei com estudantes de outras turmas que disseram que tiveram excelentes semanas de revisão, com várias atividades de aprofundamento. Honestamente, fiquei com inveja deles, pois não tive a mesma experiência. Apesar de ter professores adoráveis, minhas semanas de revisão não foram muito proveitosas. Os professores, basicamente, ficavam na onda dos joguinhos e das atividades para “queimar” o tempo, às vezes conversando por longos minutos sobre assuntos aleatórios.

Eu não gostei e, depois da metade do curso, como eu já tinha garantido um bom índice de frequência, eu aproveitei essas semanas para passear ou viajar. Foi assim quando conheci o oeste da Irlanda e também quando fui à Inglaterra, Holanda e Bélgica.

Uma dica que eu daria a você é: pesquise, antecipadamente, quando serão essas semanas de revisão, assim você pode programar o período do seu curso para evitá-las o máximo possível.

Só lembrando que estou falando do curso General English. Nos cursos preparatórios para os exames de Cambridge, essa semana de revisão não existe, o que, para mim, foi uma maravilha!

15 – Há muita tarefa de casa para fazer?

Praticamente todos os dias, mas a quantidade era moderada. Tirando as atividades de writing, eu raramente gastava mais de 30 minutos para fazer as tarefas de casa que eram, em sua grande maioria, corrigidas pelos professores na aula seguinte.

Os livros didáticos possuem vários exercícios, mas, praticamente em todas as aulas, os professores levavam cópias com muitas atividades diferentes extraídas de outros livros. Boa parte dessas atividades vinha com uma folha de gabarito, o que ajudava bastante, pois o professor não perdia tempo da aula corrigindo tudo, só tirava dúvidas quando necessário.

Mas, apesar de gostar das atividades extras xerocadas, ao mesmo tempo isso me gerava o seguinte questionamento: Por que não organizar essas atividades em uma apostila e entregá-las todas de uma vez? Ou, ainda: por que não adotar um material que seja suficiente para que não sejam necessárias tantas cópias? É muito gasto de papel!

16 –  Quais eram os horários das aulas?

No nosso curso, de 20 horas semanais, era o seguinte:

9h – 11h: 1ª aula (Segunda a sexta-feira)
11h – 11h30: Intervalo (Segunda a quinta-feira) e 11h – 11h40: Intervalo (Sexta-feira)
11h30 – 13h10: 2ª aula (Segunda a quinta-feira) e 11h40 – 13h10: 2ª aula (Sexta-feira)

Todas as turmas possuem dois professores. Basicamente, o professor do primeiro horário trabalhava mais a parte de gramática e leitura, enquanto que o segundo professor trabalhava mais as habilidades relacionadas a desenvolvimento de vocabulário, comunicação e escrita. Mas isso não era uma regra absoluta, às vezes eles modificavam essa dinâmica, o que não era, de forma alguma, um problema.

17 – Qual é o motivo dos diferentes horários de aula às sextas-feiras?

Sexta-feira é um dia especial na escola. Primeiramente, porque é o dia de encerramento dos cursos. Então, toda sexta-feira, na cantina, além de um lanchinho cortesia (biscoitinhos), às 11h30 há uma cerimônia simples de entrega de certificados de conclusão.

Em segundo lugar, às sextas-feiras ocorrem os tutoriais. Toda semana, um ou dois estudantes são atendidos, individualmente, antes do início da segunda aula, por um dos professores. Os estudantes recebem, antecipadamente, um formulário para ser preenchido e entregue ao professor antes do atendimento. As respostas dadas a esse formulário norteiam o que será tratado no encontro. Na ocasião, os dois conversam sobre técnicas de estudo e sobre como melhorar o desenvolvimento do aprendizado do idioma. É uma conversa rápida, de cinco minutos, mas muito útil, pois os professores podem conhecer um pouco mais o estudante e oferecer dicas específicas.

18 – A escola tem um refeitório?

Na verdade, é uma cantina. É bem pequena, mas é o que tem disponível. Além de vender lanches (cafés, sucos, sanduíches, bolos, cookies, frutas e snacks), há várias mesas onde os estudantes podem fazer suas refeições (mesmo se levarem a marmitinha de casa), fornos de micro-ondas para aquecer a comida e uma torneira com água potável, para as pessoas encherem suas garrafinhas d’água.

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Lanchonete da escola

19 – Os professores corrigem quando os alunos falam errado?

Sim, mas com cautela e moderação. Raramente um professor, principalmente se você não estiver no nível avançado, vai interromper você durante uma fala sua, prejudicando a sua linha de raciocínio, para corrigir você. Normalmente, ele vai esperar você concluir o seu raciocínio e então dará alguns toques.

20 – A escola possui algum sistema de avaliações ou provas?

Sim. Toda sexta-feira, no primeiro horário, um teste envolvendo os conteúdos estudados durante a semana, é aplicado. Normalmente, é um teste que vem no livro do professor, composto, em sua totalidade, de exercícios bem semelhantes aos que estão no livro didático e, certamente, foram feitos de segunda a quinta-feira. Os testes, basicamente, possuem atividades de vocabulário, interpretação de texto, gramática e compreensão auditiva. Há, também, exercícios de pronúncia, redação e conversação, mas esses, normalmente, os professores pedem para deixar em branco.

Depois do período de aplicação, os professores entregam um gabarito e a dinâmica de correção varia bastante. Alguns pedem que você mesmo corrija o seu teste, outros pedem que o colega ao lado faça a correção. No fim, o professor pede que você informe a ele o seu desempenho, em porcentagem, e esclarece quaisquer dúvidas que os estudantes possam ter a respeito da correção.

Porém, a escola permite que os professores trabalhem de forma autônoma. Dependendo do nível das turmas, mesmo nos cursos de General English, os professores podem aplicar outros testes, como exames de Cambridge ou atividades de conversação.

Falando em provas, a Atlas é uma das únicas escolas de Inglês em Dublin que é, também, um centro de aplicação de exames de Cambridge. A maioria dos estudantes faz tais testes na própria escola, e alguns dos próprios professores, que são qualificados para tal, aplicam os exames, seguindo toda a formalidade que o exame exige.

21 – Existe algum tipo de aconselhamento para estudantes, relacionado a técnicas de estudos?

Sim. A gente não utilizou esse atendimento específico, mas a escola oferece tutoriais com o coordenador de curso, mediante agendamento, para estudantes que precisam de orientações sobre como melhorar o seu inglês.

É normal que alguns estudantes sejam bons em “speaking”, mas tenham dificuldades com o “listening”, por exemplo. Outras variações podem acontecer. Nesses atendimentos com o coordenador do curso, ele dá orientações claras e oferece estratégias para a superação desses e de outros desafios relacionados ao aprendizado do idioma.

22 – A escola oferece cursos de preparação para exames de certificação Cambridge, como IELTS?

Sim, nós, inclusive, estudamos por cerca de dois meses na classe de preparação para o FCE (B2 – Upper Intermediate). Mas também há classes preparatórias para o CAE (C1 – Advanced) e IELTS.

Nessas classes, as aulas são completamente focadas na preparação para os exames. Os materiais didáticos são específicos (você precisa adquirir os livros próprios desses cursos) e eles pegam muito no pé em relação à frequência e pontualidade. São as regras para participar dessas classes.

Na nossa classe, várias vezes vimos os professores chamando a atenção de estudantes sem material e também daqueles que chegavam atrasados. Teve um dia que um deles chegou a falar para um estudante o seguinte: “Você não está mostrando o compromisso necessário com esse curso, então vamos ter que conversar com a coordenação para que você retorne ao General English, caso você não mude sua atitude!”.

Parece cruel e um pouco duro, mas eu concordo, pois essas classes, em comparação com as do General English, são muito mais puxadas e há muito mais atividades e desafios. Eu adorei, mas confesso que foi um período muito cansativo, pois é muita coisa para estudar. Tinha dias em que eu ia embora com a cabeça fervendo, de tão pesadas que eram certas aulas!

É importante dizer uma coisa sobre essas classes: você só pode ficar nela até realizar o seu exame de Cambridge. No nosso caso, por exemplo, realizamos nosso exame em agosto e o nosso curso só terminava em setembro. Por isso, após o exame, tivemos que voltar para o General English.

23 – A escola oferece atividades extraclasse?

Sim, muitas! Toda segunda-feira, na segunda aula, chega um membro da equipe à sala, pede licença ao professor e fala durante uns cinco minutos sobre todas as atividades da semana. Além disso, prega um cartaz com a agenda dos programas no quadro de avisos (cada sala tem um).

Intercâmbio na Irlanda. Nossa experiência estudando inglês na Altas Language School, em 34 perguntas e respostas.

Exemplo da agenda de atividades da semana

Os programas são de uma variedade enorme! Visitas a museus e pontos turísticos, cinema, aulas de reforço, aulas de pronúncia, aulas de conversação, eventos culturais, viagens de fim de semana, excursões, yoga, partidas de futebol, partidas de futebol de sabão, futebol de bolha, passeios de bicicleta, trabalho voluntário, shows de dança, festas, karaokê… Com certeza tem muito mais coisa que eu não estou lembrando.

24 – Como foram os primeiros dias na escola?

No primeiro dia, a gente chegou meia hora antes do início das aulas, fomos até a recepção e fomos encaminhados para uma sala, juntamente com os novos estudantes.

Alguns dias antes do início do curso a escola envia um e-mail com um link para acesso a um teste de nivelamento. Eles pedem que esse teste seja feito antes do primeiro dia de aula, mas para aqueles que por algum motivo não fizeram, no primeiro dia de aula, antes de subir para a salinha de espera, eles já encaminham para o laboratório de informática, a fim de que o teste seja feito.

Alguns minutos depois de ficar aguardando na sala de espera, a equipe da escola chega, faz uma dinâmica, se apresenta e explica várias coisas sobre a escola. Atenção: tudo em Inglês. Dane-se se você não entende tudo, vire-se. No decorrer dessa conversa, os estudantes são chamados, em pares, para um teste de speaking, que complementa o teste de nivelamento online, realizado anteriormente. Com o resultado dos dois testes, eles conseguem encaixar você na classe que é adequada ao seu nível de inglês.

E como são os testes? Bom, o teste online fica no site da escola, e contém questões de múltipla escolha sobre gramática e vocabulário. Depois que você faz, o resultado chega ao seu e-mail. Não há um retorno de quais questões específicas você errou, mas sim de quantos acertos você teve e, consequentemente, uma provável classificação para o seu nível de inglês.

No teste de speaking, você, outro novo estudante e um coordenador batem um papo breve. Algumas perguntas são feitas para vocês dois e, dentro de uns cinco minutos, eles te agradecem e você volta para a sala onde está acontecendo a dinâmica de recepção.

Mais tarde a equipe encaminha os novos estudantes para as suas respectivas classes, de acordo com o nível definido pelos dois testes, o online, de múltipla escolha, e o speaking.

Quando você chega à classe nova, a aula já está acontecendo, mas aí o professor te recebe, se apresenta, pede para seus novos coleguinhas se apresentarem e então você também se apresenta. Tudo em inglês. É muito escolinha, mas faz parte.

Normalmente, essa dinâmica demora entre 1h e 1h40min, ou seja, quando você chega à sala de aula, a primeira aula, que termina às 11h, já está quase acabando.

Para os novos estudantes, no primeiro dia de aula, à tarde, é oferecido um tour a pé pelo centro de Dublin. Um dos pontos do tour é uma visita a Trinity College, onde os estudantes podem fazer a carteirinha de estudante. Essa carteirinha salva, viu? É com ela que se anda de transporte público pagando menos. Tem que fazer! No final do tour, para os maiores de 18 anos, há um convite para uma visita a um pub e eles pagam uma pint (cerveja) para cada um. Já é uma boa oportunidade para fazer amizade com os novos colegas!

No segundo dia os novos estudantes são convocados para uma reunião, à tarde, com alguns membros da equipe administrativa. Na ocasião, eles dão explicações detalhadas sobre coisas que foram apresentadas no dia anterior. Eles falam, sobre frequência, férias, visto, normas da escola, exames de certificação e abertura de contas bancárias, bem como entregam todas as documentações necessárias para isso. Em Dublin, a Atlas é, ainda, uma das poucas escolas que oferece a facilidade de abertura de contas bancárias para estudantes, sem taxas por um ano, no banco AIB. Ter essa conta foi de grande utilidade para a gente, não só durante o período do nosso curso, mas também durante o período em que ficamos viajando pela Europa.

25 – Quais são os livros utilizados pela escola?

No curso General English, eles usam os livros “English File”, da editora Oxford e também o “Cutting Edge”, da Pearson. Na minha opinião e na da grande parte dos estudantes e de alguns professores com os quais tive contato, o primeiro livro, ainda que não perfeito, é mil vezes melhor do que o segundo, pois os temas são um pouco menos desinteressantes. Além disso, apesar de haver pouca diferença em relação aos tópicos gramaticais, a estrutura de organização desses tópicos, no livro da Oxford, ainda que bem tradicional, é mais didática. Mas, como eu disse, são opiniões, e podem ser diferentes para cada pessoa.

Essa alternância entre os livros é importante, pois, como há quatro períodos letivos anuais, é muito comum um estudante ficar mais de um período em um mesmo nível. Além disso, como toda semana chegam novos estudantes, é super comum estudantes chegarem no final de um período e, portanto, precisarem permanecer no mesmo nível durante o próximo período. Se não houver essa alternância de livros, um mesmo estudante pode acabar tendo que estudar mais de uma vez usando um mesmo material. E isso não seria legal.

Nas classes preparatórias para exames, são utilizados livros específicos para esses fins.

26 – A escola tem biblioteca?

Bom, o local existe, mas a estrutura, pelo menos na época em que estudamos lá, não era das melhores. Acervo bem restrito e horário de atendimento espremido entre as aulas, pois, na biblioteca, assim como em outros espaços que não foram projetados para serem salas de aulas, em alguns períodos do ano (especialmente o verão), ocorrem aulas.

Ficamos sabendo, por meio de um professor, que existe um projeto de revitalização da biblioteca. Portanto, pode ser que os novos estudantes tenham acesso ao que não tivemos enquanto estudamos na Atlas. Esperamos que sim! Além da biblioteca, há também uma sala de estudos e um laboratório de informática.

Intercâmbio na Irlanda. Nossa experiência estudando inglês na Altas Language School, em 34 perguntas e respostas.

Sala de estudos da Altas Language School

27 – Como são os simulados (MOCs) preparatórios para os exames?

Já falei anteriormente sobre as classes preparatórias para exames de certificação Cambridge, como FCE, CAE e IELTS. Porém, além disso, quatro semanas antes da data marcada para o exame, todos os estudantes são convocados a participarem de aulas com aplicação de exames anteriores, simulando a prova real, abordando gramática, speaking, listening, reading e writing.

As aulas são oferecidas na parte da tarde e aplicadas por um professor qualificado para instruir e oferecer feedback aos estudantes. Nessas aulas, o professor aplica os exames e faz a correção das atividades. São, realmente, uma boa oportunidade para se preparar melhor para os exames, especialmente para aqueles que não participam de classes preparatórias.

28 – Como trocar de nível?

Há três formas de trocar de nível, se você realmente evoluir no seu aprendizado.

A primeira, e a mais simples, é a seguinte: se seu professor percebe que você está muito além do nível da sua classe, ele te procura, conversa com você e faz uma recomendação para que você avance. Se você aceitar (e acho, realmente, que você tem que aceitar, confie no seu professor), já na próxima semana você estará em uma classe em um nível superior ao que estava.

A segunda maneira é um pouco menos simples, mas também acontece: mesmo se o seu professor não recomendar que você avance para o próximo nível, você pode conversar com ele sobre isso e, até mesmo, pedir para mudar de nível. Se ele concordar, OK, na próxima semana você já avança para o próximo nível. Caso o seu professor não concorde que você esteja apto a avançar para o próximo nível, ele dirá isso a você. Cabe a você aceitar ou não.

Se aceitar, continue estudando e, no momento certo, você avançará. Caso não concorde (e você tem todo o direito), basta procurar a equipe de coordenação. Nesse caso, você terá que fazer um exame abordando todas as habilidades do inglês. Esse exame é aplicado toda semana e você pode fazer quantas vezes quiser. Se for aprovado, passa para o próximo nível. Se não passar, continua com o rabinho entre as pernas no nível em que está (e que seu professor recomendou que você permanecesse).

A terceira maneira e, na minha opinião, a mais chata, são os exames de final de período. Teoricamente, se você iniciava um período no Pré-intermediário, por exemplo, ao final do período, que dura, aproximadamente três meses, você avançava, automaticamente, para o próximo nível, que é o Intermediário. Em situações muito específicas, como casos de extrema dificuldade de evolução ou situações em que o estudante realmente não tenha se dedicado o suficiente, os professores conversavam com esse estudante e recomendavam que ele permanecesse no mesmo nível por mais um período. Além disso, qualquer estudante poderia pedir para ficar mais um tempo no mesmo nível.

Mas todos nós sabemos que, mesmo que um estudante finalize o estudo de um livro, isso não significa, exatamente, que ele está apto a mudar de nível, pois as pessoas são diferentes. Por isso, no período em que entramos na escola, as coisas mudaram por lá. Agora, ao final de cada termo, existe a aplicação de um exame, que envolve writing e gramática, além de uma apresentação oral, para a turma e para um examinador, que não é o seu professor, assim a avaliação da sua apresentação tende a ser mais imparcial.

Esse exame é aplicado uma ou duas semanas antes do término do termo, para que os professores tenham tempo de corrigir e dar um feedback individual e objetivo, bem como recomendar o avanço para o próximo nível ou a permanência por mais um tempo no atual nível.

E por que eu acho isso chato? Simplesmente porque a semana que antecede à aplicação do exame as aulas simplesmente param. Os professore só falam nisso, as atividades se voltam para a preparação dos estudantes, que precisam fazer um prospecto da apresentação oral e entregar por escrito. E eu até entendo porque os professores fazem isso: na verdade, os resultados dos estudantes também sinalizam, para a direção da escola, como tem sido o trabalho dos professores. Enfim, a escola pressiona os professores e os professores pressionam os estudantes que, não tendo a quem pressionar, acabam tendo que segurar a onda, de um jeito ou de outro.

29 – Qual é a gerência em relação aos exames de Cambridge?

Estudantes não-europeus que vão estudar inglês por mais mais do que 3 meses precisam fazer um exame reconhecido pelo governo. De acordo com o site da Imigração Irlandesa, quem não faz, não renova o curso. Os pacotes de 25 semanas de intercâmbio na Atlas, vendidos para brasileiros, incluem um exame de Cambridge. O exame que você fará vai depender do seu nível, claro.

E como a escola administra isso? Você é, automaticamente pré-inscrito pela escola no exame correspondente ao seu nível de inglês no momento de ingresso na escola.

Como assim?

Bem, se você chega no nível Pré-intermediário, eles te inscrevem para fazer o exame de certificação correspondente a esse nível. Contudo, como disse anteriormente, existem casos de evolução mais rápida no aprendizado e há casos em que há alguns obstáculos no avanço.

Então, se você avançar nos estudos e quiser fazer um exame mais “difícil”, ou mais adequado para o seu nível, você pode solicitar a troca do exame para a coordenação. Porém, para o seu pedido ser aceito, você precisará se submeter a um teste, semelhante ao exame que você quer fazer. Se você obtiver um rendimento de, no mínimo 60% nesse teste, a escola muda a sua inscrição para o exame de Cambridge que você requereu. Caso contrário, sua inscrição inicial será mantida.

Contudo, existe ainda uma outra possibilidade: você pode pedir para fazer um exame ainda mais simples, de um nível aquém ao que você estava quando iniciou os seus estudos na escola. Cabe a você decidir. Nesse caso, como o exame é mais fácil, basta você pedir para mudar. Não é comum, mas, se você quiser, pode fazer isso.

30 – Posso pedir material de estudo extra para meus professores?

Não só pode, como deve, desde que você realmente se dedique e os realize. Tanto a Gê como eu fizemos isso e fomos super bem atendidos pelos nossos professores, que providenciaram atividades xerocadas em um nível mais difícil em relação ao que estávamos acostumados.

31 – A escola tem uma classe para cada nível?

Por ser uma escola muito grande e com muitos alunos, a escola tem, na verdade, várias classes de um mesmo nível. E, como são professores distintos com estudantes distintos, as classes caminham de formas diferentes.

Apesar de haver um planejamento rigoroso e as classes utilizarem um mesmo livro didático, os professores têm certa autonomia para utilizarem recursos e metodologias diferentes. Portanto, nem sempre todos os estudantes de um mesmo nível estarão estudando exatamente as mesmas coisas, os mesmos assuntos, fazendo as mesmas atividades.

32 – As aulas permitem o desenvolvimento de todas as habilidades do idioma?

No General English, não, não mesmo. Mas esse não é um problema da Atlas, e sim de todas as escolas de inglês com metodologias mais tradicionais, acredito eu. A maior parte do tempo o enfoque é em gramática e em aquisição de vocabulário, além de atividades de fala, em que você precisa trocar ideias com seus colegas ou discutir algum assunto em grupo.

Atividades de leitura acontecem naturalmente, mas não como um fim em si próprias. As atividades de escrita ocorrem com menos frequência, cerca de uma vez por semana a gente tinha que escrever uma redação e entregar para o professor, que a corrigia e dava feedback posteriormente.

Em relação às atividades de listening, aconteciam com menor frequência ainda. Uma vez por semana e olhe lá, a gente fazia alguma atividade relacionada a isso. Mas, vamos combinar, você está em um país cuja língua oficial é o inglês, então fica fácil praticar o listening mais naturalmente.

Mas, nas classes preparatórias para exames de Cambridge, como a que fizemos para o FCE, a coisa é bem diferente. Ainda que o foco maior seja na gramática e no vocabulário, existe um tempo planejado e específico para atividades que trabalhavam as habilidades de speaking, listening, reading e writing, também.

33 – Como é a equipe da escola? Como é o atendimento?

Todos são muito educados e prestativos. O professores, os coordenadores, os funcionários da recepção, da cantina e os que acompanhavam a gente nas excursões e atividades extraclasse.

Todos estavam sempre sorridentes, eram super solícitos e faziam tudo o que podiam para nos apoiar, ajudar na solução dos nossos problemas ou esclarecer dúvidas. Enfim, só temos a elogiar!

34 – Vocês recomendam a escola?

Sem dúvidas! Se você quer ir para Dublin para estudar inglês, gosta de se dedicar aos estudos e quer uma escola extremamente organizada, com uma ótima equipe, um bom mix de nacionalidades e um nível adequado de exigência, recomendamos a Atlas. Porém, saiba que, para isso, você precisará investir um pouco mais de grana, pois a escola é uma das mais caras do país. E, como o nível de procura é altíssimo, eles não estão preocupados em abaixar o preço.

A escola fica às margens do Gran Canal, em uma região muito bonita.

Ficou alguma dúvida? Há algo mais que você queira saber? Escreve aqui nos comentários!

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2 comentários em “Intercâmbio na Irlanda: nossa experiência na Atlas Language School

  1. Olá boa tarde meu nome é Sabrina e em 2021 vou fazer o intercâmbio, só que estou na dúvida entre a Atlas e Emerald, podemos nos falar por watts? Meu número é (retirado), tenho muitas dúvidas

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