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Safári no Kruger: TUDO o que você precisa saber


Fazer um safári no Kruger National Park, na África do Sul, foi uma das experiências mais memoráveis das nossas vidas! Passamos quatro dias inteiros dirigindo sozinhos pelo parque, o que nos permitiu avistar centenas de animais! Temos muito para falar sobre o Kruger, então resolvemos dividir em dois posts.

Neste primeiro, vamos explicar tudo sobre como fazer um safári, quais as possibilidades, como é a estrutura do Kruger, quais regras o visitante precisa seguir e alguns termos importantes que você precisa saber. Em um próximo post, contaremos como foi a nossa experiência dia a dia, por quais portões entramos e saímos, quantos quilômetros dirigimos em cada dia, onde comemos e quais animais conseguimos ver.

Leia também: 21 coisas que você precisa saber para viajar para a África do Sul

1 – Onde fica o Kruger National Park?

O Kruger National Park fica no leste da África do Sul, na fronteira com Moçambique. Ocupa uma área de 2 mil hectares e é lar de cerca de 900 espécies de vertebrados, incluindo os maiores mamíferos terrestres.

Onde fica o Kruger National Park - safari
O Kruger National Park faz fronteira com Moçambique

2 – Como chegar ao Kruger?

Há quatro  aeroportos mais próximos, com voos diários do Aeroporto Internacional de Joanesburgo: 

  • Hoedspruit Eastgate Airport, que fica a 86 km do portão Phalaborwa e a 67 km do portão Orpen.
  • Kruger Mpumalanga International Airport, localizado a 67 km do portão Malelane e a 45 km do portão Numbi. 
  • Hendrik Van Eck Airport, em Phalaborwa, a 2 km do portão Phalaborwa. 
  • Skukuza Airport, situado dentro do Kruger National Park. 

Normalmente, voos para esses aeroportos são caríssimos e a maioria das pessoas acaba fazendo como nós: alugando um carro no aeroporto de Joanesburgo, que é onde chegam os voos do Brasil, e dirigindo para até o local de pernoite, seja dentro do Kruger ou nas proximidades dele.

O portão mais próximo de Joanesburgo é o Numbi (375 km desde o Aeroporto Internacional de Joanesburgo), o que dá, mais ou menos, 4 horas de viagem. Isso quer dizer que, mesmo dirigindo por tanto tempo, pode ser mais rápido (além de mais barato) do que pegar uma conexão. 

Dica: Pesquise um carro para alugar na RentCars. O site reúne as melhores locadoras e você não paga IOF, além de ter suporte em português!

Nós fomos do aeroporto de Joanesburgo até Nelspruit (326 km), pois queríamos entrar no dia seguinte pelo portão Crocodile Bridge. Porém, hoje eu acho que teria sido melhor ter dirigido 65 km a mais e dormido em Malelane, pois essa cidade está a 51 km do portão Crocodile Bridge, enquanto Nelspruit está a 112 km. Ficamos com medo de ficar muito cansativo voar e dirigir, mas esses 65 km não teriam feito tanta diferença no dia da chegada (porém fizeram no dia de ir para o Kruger).

chegando ao portao Numbi kruger
Chegando ao portão Crocodile Bridge

Se você quiser saber mais sobre nosso roteiro e logística leia:

Roteiro de 14 dias na África do Sul: o que fazer em 14 dias

3 – Qual a melhor época para fazer safári no Kruger Park?

O parque abre durante todo o ano. Como lá também é hemisfério sul, (o Trópico de Capricórnio corta o parque ao norte do Mopani Camp – há uma placa indicativa), as estações do ano são como no Brasil e o clima é bem semelhante ao que temos por aqui (semi-árido e tropical, mas com alguns pontos de clima desértico). Entre os meses de outubro e março chove muito e faz muito, muito calor. A vegetação é mais verde e densa e, como a água é mais abundante, é mais difícil ver animais. Durante essa época também é mais comum haver mosquitos e, consequentemente, o risco de malária é maior.

Durante os meses de outono e inverno (abril a setembro), a vegetação está mais seca, marrom e esparsa. Muitos poços de água e até mesmo rios se secam completamente. É mais fácil ver animais, tanto pela vegetação esparsa, quanto pelo fato de que, com a escassez de água, muitos animais vão se concentrar nas poucas fontes que restarem.

fonte de água no kruger park
Impalas, javalis e cobos-de-meia-lua reunidos em torno de um pequeno poço de água

Costuma fazer um friozinho à noite, mas durante o dia ainda é quente. Nós fomos no final de setembro. Não pegamos chuva e a temperatura durante o dia estava em média 36ºC.

elefante debaixo da árvore kruger safári
Um elefante solitário descansando debaixo de uma árvore.

4 – Quantos dias reservar para fazer safári?

Safári é um jogo de sorte. Os animais estão livres, no ambiente deles, e nós vamos dirigindo, torcendo para ver alguns. Pode ser que você veja muitos, pode ser que só veja impalas (esses eu arrisco dizer que é impossível não ver!). Logo, eu diria para você que reserve, NO MÍNIMO, dois dias para fazer safáris.

Quanto mais você dirige, maior a chance de ver animais. Nós reservamos quatro dias e não nos arrependemos. Na verdade, a experiência foi tão sensacional que se tivéssemos mais dias, ficaríamos mais, sem pensar duas vezes. Todos os dias foram muito diferentes e ainda vou relatá-los em um outro post.

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5 – Onde se hospedar no Kruger?

Há três possibilidades:

1 – Hospedar-se dentro do parque nacional, em um dos rest camps (falo mais sobre eles já já). A grande vantagem aqui é dormir e acordar dentro do parque, não perdendo tempo com deslocamentos. As vagas se esgotam muito, muito rápido. As reservas são feitas pelo site oficial do Kruger.

2 – Hospedar-se em lodges, em reservas privadas, nas adjacências do parque. Normalmente, são lugares bem luxuosos e que já incluem um ou dois safáris por dia, bem como refeições. Os valores são mais salgados (a partir de R$ 2000 por dia para duas pessoas), mas, se seu orçamento permite, é uma  boa experiência, com menos chance de perrengues, pois eles cuidam de tudo para você. Veja abaixo algumas opções, com suas respectivas notas no Booking:

3 – Hospedar-se nas cidades próximas aos portões do Kruger. Foi o que fizemos. Não era nossa primeira opção, mas quando compramos nossas passagens, com quatro meses de antecedência,  não havia mais vagas disponíveis nos rest camps que nos interessavam. Uma vantagem em se hospedar em pousadas nas cidades adjacentes ao parque é que você consegue acomodações bem mais baratas que as acomodações dos rest camps do Kruger ou, com o valor que pagaria os rest camps, consegue ficar em um lugar muito melhor em termos de conforto. Nós ficamos em três cidades: Nelspruit, Hazyview e Hoedspruit. 

Em Nelspuit ficamos na noite que antecedeu ao primeiro dia de safári. A pousada Victorian Guest House era muito boa e escolhemos a cidade porque queríamos começar o primeiro dia entrando pelo portão Crocodile Bridge. Decidimos por Nelspruit para não fazermos uma viagem tão longa desde Joanesburgo e achamos que Nelspruit seria uma boa. Já explicamos no item acima que hoje teríamos ficado em Malelane.

Ficamos duas noites em Hazyview e foi a cidade que mais gostamos, pois é muito pertinho do portão Phabeni, apenas 13 km. É uma excelente cidade, pois conta com boa rede hoteleira, muitos restaurantes e supermercados. A primeira noite passamos no Little Pilgrims Boutique Hotel e a segunda, no Woodlands Guest House.

Leia também: 

Onde ficar em Hazyview
Little Pilgrims Hotel Boutiuque, em Hazyview

Por fim, ficamos mais duas noites em Hoedspruit, no Woodpecker Lodge, uma antes do último dia de safári e outra antes de percorrermos a Rota Panorâmica. Gostamos muito da acomodação, mas seria melhor termos aumentado uma noite em Hazyview e ter ficado em Hoedspruit apenas uma noite, a que antecedeu a Rota Panorâmica. Isso porque Hoedpsruit está a 69 km do Orpen Gate e a 75 km do Phalaborwa, ou seja, não é muito pertinho, não. Porém, para uma pernoite antes ou depois de percorrer a Rota Panorâmica, Hoedspruit é perfeita!

6 – O que são os rest camps?

O Kruger conta com vários acampamentos, chamados rest camps, que são áreas cercadas dentro do parque, onde os visitantes podem pernoitar. Há vários tipos de acomodação, que vão desde um espaço para trailer ou motorhome, barracas fixas, com banheiro e cozinha coletivos, até bangalôs e chalés com ar condicionado. Veja abaixo os tipos de acomodação existentes, lembrando que nem todas elas estão disponíveis em todos os rest camps. Para verificar a disponibilidade e fazer sua reserva, é preciso acessar o site oficial. Quem fica dentro do parque também precisa pagar a taxa de visitação.

  • Camping: áreas para trailer ou barracas, sendo alguns com pontos de energia elétrica e outros, sem.
  • Hut: quartos com camas de solteiro, com cozinha e banheiro compartilhados.
  • Safari Tent: barracas permanentes de lona. Algumas possuem cozinha e banheiro compartilhados. Outras são completamente equipadas.
  • Bungalow (bangalô): quartos com banheiro privativo. Alguns possuem cozinha compartilhada, outros contam com uma pequena cozinha com equipamentos básicos. Alguns bangalôs possuem vista para o rio.
  • Cottage (chalé): possuem quarto, sala de estar, banheiro e cozinha.
  • Family Cottage: chalés com mais de um quarto, com sala de estar, cozinha e banheiro.
  • Guest Cottage: chalés com mais de um quarto e pelo menos dois banheiros, sendo um deles uma suíte. Há cozinha totalmente equipada.
  • Guest House: uma casa com mais de um quarto e mais de um banheiro, normalmente com vista exclusiva.
  • Bush Lodge: acomodações luxuosas, com mais de um quarto e mais de um banheiro.

Quase todos os rest camps contam com restaurante, posto de combustível e loja. Porém, banco só é encontrado em Skukuza e caixa eletrônico (ATM) somente em Letaba e Skukuza.

A propósito, Skukuza é considerado a capital do parque. Além dos serviços já mencionados, há correios, museu, biblioteca, serviço médico, viveiro de plantas, posto policial, aeroporto e até um campo de golfe! Skukuza é também o centro administrativo do parque e ao seu redor há ruas organizadas como um bairro, onde residem funcionários. Por causa disso, há também escola e igreja.

skukuza rest camp
Skukuza Rest Camp

Todos os rest camps são cercados com cercas elétricas e a entrada e saída são feitas por meio de um portão, que abre no nascer do sol e se fecha ao pôr do sol. Quem dorme no parque deve permanecer dentro dos rest camps durante a noite.

Quem não está pernoitando no parque, pode entrar nos rest camps para usar a estrutura, como restaurante, lanchonete, banheiros, loja (vendem camisetas, enfeites, lembrancinhas etc) e mercadinho. Nós almoçamos um dia no Lower Sabie, dois no Skukuza e um no Satara.

restaurante no Lower Sabie Kruger
Restaurante no Lower Sabie rest camp

7 – Quantos são e onde estão os portões do Kruger?

O Kruger National Park é quase inteiramente cercado, com exceção de algumas poucas áreas a leste, na divisa com Moçambique. Os visitantes entram e saem por um dos 9 portões, que contam com recepção e alguns deles têm até lojas e postos de combustível e funcionam também como rest camps, como o Orpen e o Crocodile Bridge. É permitido entrar por um portão e sair por outro (inclusive foi o que fizemos).

Do norte para o sul, os portões do Kruger National Park são os seguintes, conforme marcação no mapa. Joanesburgo está marcado com uma estrela, para você ter noção da distância.

  • Pafuri (azul marinho)
  • Punda Maria (amarelo)
  • Phalaborwa (vermelho)
  • Orpen (preto)
  • Paul Kruger (rosa)
  • Phabeni (laranja)
  • Numbi (verde)
  • Malelane (azul claro)
  • Crocodile Bridge (roxo)

Nesta planilha elaborada pela administração do parque, você pode ver as distância entre os portões e os rest camps.

numbi gate kruger park
Chegando ao Numbi Gate

8 – Quais são os horários de abertura e fechamento dos portões? 

Os horários de abertura e fechamento dos portões de entrada e dos portões dos rest camps variam de acordo com os meses do ano. Consulte esta tabela do site oficial do Kruger Park.

Não é permitido dirigir pelo parque à noite. Logo, mesmo quem está hospedado lá dentro deve retornar ao seu rest camp antes do horário de fechamento dos portões. Qualquer atraso, por menor que seja, tanto para retornar ao rest camp, quanto para sair do parque, enseja uma multa pesada! 

Em algumas épocas do ano, os portões dos rest camps abrem ligeiramente antes dos portões de entrada do parque. Assim, quem se hospeda lá tem a vantagem de poder começar o safári antes da chegada dos demais turistas. 

chegando ao Kruger Crocodile Bridge Gate
Chegando ao Kruger pelo portão Crocodile Bridge

9 – Como funciona o controle de entrada e saída?

Todos os portões contam com guardas que fiscalizam a entrada e saída dos visitantes. Na prática funciona assim:

  1. Você chega e eles te falam “How are you?”. Responda e devolva a pergunta. 
  2. Eles vão te perguntar se é “day visit”, ou seja, se você vai passar o dia. Se sim, diga yes, se for dormir, diga “overnight”. Nesse caso, eles devem pedir sua reserva.
  3. Você receberá um formulário para preencher. Os dados pedidos são: nome, número e data de validade do passaporte, placa do carro, telefone para contato. É só um formulário por veículo, com campos para os dados de todos os ocupantes.
  4. O guarda te perguntará se você está levando armas e bebidas alcoólicas. Na África do Sul também é proibido beber e dirigir. Eles vão dar uma olhada no banco de trás e também pedirão para você abrir o porta-malas.
  5. Claro que não está no roteiro deles, mas nos quatro dias perguntaram de onde éramos e ficaram felizes ao ouvirem que éramos brasileiros. Diziam sempre algo relacionado a futebol (Neymar, Parreira etc) ou a samba. No final, agradeciam com obrigado! O Kruger faz fronteira com Moçambique, onde o idioma oficial é o português.
  6. Hora de pagar. Em alguns portões é preciso descer do carro e ir até a recepção. Em outros, eles trazem a maquininha recebem no carro mesmo. Conseguimos pagar com cartão nos quatro dias.
  7. Você receberá um folheto com as regras do parque e o recibo do pagamento grampeado nele. Guarde-o bem, pois na saída é necessário apresentá-lo. 
  8. Ao sair do parque, os guardas verificavam o recibo de pagamento, davam uma olhada geral no carro por fora e, em uma das vezes, pediram para olhar o porta-malas.
portao de entrada crocodile bridge kruger national park
Portão Crocodile Bridge

10 – Quanto custa um safári no Kruger?

É preciso pagar uma taxa de visitação por pessoa e por dia, ao entrar no parque. A partir de 1º de novembro de 2019, o valor para adultos é de 400 rands e para crianças é de 200 rands. São consideradas adultas pessoas com mais de 12 anos. Confira as tarifas atualizadas aqui no site oficial.

11 – O que é um Game?

Game é normalmente a palavra utilizada para o ato de dirigir procurando animais. É bem comum você ouvir ou ler em mapas e folhetos turísticos expressões como: “Preparados para o game?”,  “Procurando por um game?”, “Cuidados durante o game” e por aí vai. No fim das contas, nada mais é do que o safári. Para diferenciar as “modalidades” de safári, porém, existem dois outros termos: self drive e game drive.

safari no kruger
Algumas das muitas zebras que vimos no nosso safári

Self drive

Self drive é quando você aluga um carro comum, de locadora comum, e sai dirigindo por conta própria à procura dos animais. Foi o que fizemos em todos os quatro dias de safári e é o que a maioria dos visitantes faz.

Game drive

Game drive é utilizado para excursões em veículos abertos de safári, aqueles que a gente costuma ver na televisão. Nas cidades ao redor do parque, há várias empresas que oferecem game drives, em veículos licenciados. 

Além disso, o próprio Kruger oferece esse serviço para quem se hospeda lá dentro. Há uma modalidade chamada night drive, que consiste em sair nesses veículos abertos no comecinho da noite. Como os visitantes que pernoitam no parque não podem sair do acampamento, a única maneira de observar a vida noturna é com esse tipo de safári, que é operado por funcionários do Kruger, em veículos oficiais. 

Há vários tipos de game drives, em diferentes períodos dos dia e com diferentes durações. Importante dizer que as regras também se aplicam aos veículos abertos: eles devem permanecer nas estradas, como todos os veículos comuns, e os ocupantes devem obedecer às regras gerais do parque, que se aplicam a todos!

Nos quatro dias que ficamos no parque, observamos que o número de carros abertos é muitíssimo inferior ao de carros comuns.

open safari carro aberto kruger
Carro aberto dos game drives

12 – Safári a pé

Como você verá abaixo no tópico Regras, é estritamente proibido sair dos veículos, exceto nos acampamentos, áreas de piquenique e alguns mirantes. Porém, quem se hospeda no Kruger e tem coragem, pode fazer uma caminhada com guias armados. Segundo o parque, essas caminhadas não buscam primordialmente ver grandes animais, até mesmo por questão de segurança dos visitantes e devido à pequena distância caminhada, mas, sim, aprender um pouco sobre geologia, flora, pequenos insetos e observar e identificar pegadas.

Pode parecer um tanto absurdo fazer uma caminhada em um lugar tão selvagem, mas o parque afirma que são raríssimos os incidentes nesse tipo de atividade nesses 40 anos em que ela é ofertada. Isso se deve tanto à experiência dos guias, que evitam qualquer atividade que possa oferecer qualquer risco, por menor que seja, quanto pelas regras rigorosas que quem topa essa parada deve obedecer.

De qualquer maneira, um safári a pé é ousado demais para mim! Além disso, os guias vão armados com armas de fogo e estão autorizados a abater os animais em caso de ataque. Eu não me sinto bem sabendo que eu estou invadindo um espaço deles e que se algum animal seguir seu instinto será morto.

Compramos um livro chamado 101 Kruger Tales, no qual há 101 relatos extraordinários feitos por visitantes comuns do parque. Ainda não o li todo, mas já me deparei com uma história de um safári a pé que terminou com a morte de um elefante.

Se você fizer, volte aqui e deixe seu relato nos comentários.

13 – É melhor fazer self drive ou game drive?

Depende do que você busca. Nós escolhemos fazer self drive principalmente porque temos medo daqueles carros abertos de safári. Em uma situação emergencial (leia-se: ataque de algum animal), que, sim, são extremamente raros, mas não são impossíveis, gostaríamos de ter ao menos os vidros fechados como uma proteção. Além disso, gostaríamos de ter mais liberdade de dirigir o quanto quiséssemos, por onde quiséssemos, fazendo paradas quando e pelo tempo que fosse necessário, tanto para ir ao banheiro e nos alimentarmos, quanto para observar animais.

A vantagem de se fazer game drive é que os guias têm olhos mais treinados e podem conseguir visualizar animais que nós não seríamos capazes. Porém, os game drives têm duração pré-determinada (vi de duas e de quatro horas) e também, obviamente, não é garantia de que se vá ver os mais desejados animais. Vi um relato de uma pessoa que fez quatro game drives de duas horas cada e não conseguiu ver nem um leão e nem um elefante!

Para nós, foi uma decisão muito acertada ter feito somente self drives e, quando voltarmos (veja bem, eu disse QUANDO e não SE), será self drive que faremos de novo.

Sobre aluguel de carro, leia:

21 coisas que você precisa saber ao viajar para a África do Sul

14 – Locais para piquenique

Além dos acampamentos, existem locais abertos, sem cerca, em que os visitantes podem descer no carro. Normalmente são lugares à beira de um rio ou de outra fonte de água e debaixo de grandes árvores. Nessas áreas de piquenique, há banheiros, lanchonete, uma pequena lojinha e muitas mesinhas ao ar livre. Ali os visitantes podem alugar um equipamento chamado skottel, que é uma pequena churrasqueira portátil com um botijão de gás e preparar um churrasco, que eles chamam de braai. Pode parecer inusitado, mas isso é um hábito muito comum entre os sulafricanos. Além disso, como quem se hospeda no parque geralmente sai do acampamento muito cedo, é normal que parem nas áreas de piquenique e usem o skottel para fazer bacon para o café da manhã – outro hábito sulafricano, este herdado dos ingleses.

tshokwane picnic kruger
Skottel: essas churrasqueirinhas a gás que podem ser alugadas

Nós paramos em uma área de piquenique, a Tshokwane, no nosso quarto dia de safári. Vimos famílias sentadas tranquilamente fazendo seu braai. O parque diz que a constante atividade humana nesses locais é suficiente para manter os predadores longe. Mas, olha, deu um medo de ficar ali naquele lugar aberto cercado de árvores, viu? Só fomos ao banheiro rapidão e voltamos para o carro.

tshokwane piquenique kruger
Tshokwane, uma das áreas de piquenique do Kruger
tshokwane kruger park
tshokwane kruger park
Também há poltronas no Tshokwane

Embora não seja comum ver predadores por perto, pássaros e macacos babuínos estão sempre presentes. Não chegamos a ver os macacos nessa área, mas os danadinhos e belíssimos pássaros estorninho lustroso do cabo, sim. Eles são muito espertos e atacam sua comida ao menor sinal de distração.

estorninhos kruger national park
Estorninho – o lindíssimo pássaro ladrão de comida

Vale lembrar que, apesar de ser raríssimo ver grandes animais nas áreas de piquenique, isso pode, sim, acontecer. No livro que mencionei, o 101 Kruger Tales, há uma história de um leopardo que apareceu em um piquenique e comeu todo o bacon que os visitantes estavam preparando. Felizmente, foi só o bacon que ele comeu.

15 – Mirantes – lockout point

Há alguns pontos de observação em que o visitante pode descer do carro, por sua conta e risco. As regras, obviamente, se aplicam nesses pontos: não jogar lixo no chão, não alimentar animais, não fazer fogueira etc.

lockout point kruger

16 – As estradas pavimentadas do Kruger (tar road)

Dos 2500 km de estradas abertas para turistas, quase 850 km correspondem a estradas pavimentadas (em inglês, tar road ou paved road). Talvez soe esquisito ir para um safári e dirigir nas estradas asfaltadas, mas a verdade é que elas são um ótimo lugar para observar animais de manhãzinha e no final da tarde. Foi assim que avistamos a única hiena do nosso safári, se coçando toda tranquilona no asfalto no fim do dia. Não tivemos essa sorte, mas dizem que é muito comum avistar leões deitados no asfalto quentinho de manhã bem cedo. 

estrada pavimentada safari no kruger
Uma das estradas asfaltadas do Kruger

Além disso, animais que pastam costumam gostar da folhagem que cresce na beira das estradas asfaltadas, pois ela normalmente é mais verdinha, devido ao acúmulo de água e não tem o pó que cobre a vegetação próxima das estradas de terra. Foi à beira de uma estrada asfaltada que vimos um grupo de raríssimos antílopes sable.

sable antílope visto durante safárino Kruger Park
Antílope Sable ou palanca negra
animais pastando estrada asfaltada kruger park
Impalas pastando na beira da estrada asfaltada

O limite de velocidade nas estradas pavimentadas é de 50km/h.

ponte sobre rio no kruger
O limite de velocidade nas estradas asfaltadas é de 50 km/h, exceto sobre pontes, onde o limite é 30 km/h.

17 – As estradas de terra do Kruger (gravel)

A maior parte das estradas do Kruger é de estradas de terra (em inglês, gravel road ou dirt road). Elas são muitíssimo mais tranquilas em termos de número de carros que as asfaltadas. No inverno, as corrugações da estrada formam costelas de vaca, então não fica muito confortável dirigir por elas. Porém, foi nelas que vimos a maior quantidade de zebras e girafas e onde ficamos frente a frente com uma alcateia de leões.

estrada de terra no kruger park

Nos meses chuvosos, muitas dessas estradas se alagam e são fechadas. O limite de velocidade nas estradas de terra é de 40 km/h.

18 – Sinalização, mapas e navegação

Para quem ainda não pesquisou muito sobre o Kruger, dizer que você simplesmente pega um carro comum e sai dirigindo sozinho em pela savana africana pode causar espanto. Ao dizermos que faríamos isso, a reação das pessoas era quase sempre a mesma: Vocês são doidos? Dirigir sozinho? Não fica perdido?

Mas a verdade é que é bem difícil se perder no Kruger. Primeiro porque é proibido dirigir fora das estradas. Segundo porque há um sistema de sinalização bem eficiente. A gente não dirige muito tempo sem encontrar uma placa indicando a direção dos acampamentos, áreas de piquenique e portões e qual a distância até eles.

placas de sinalização no Kruger Park
Há muitas placas sinalizando o “nome da estrada, no caso H4-1, e a direção e distância dos rest camps, áreas de piquenique e portões.

Somado a isso, o Google Maps funcionou muitíssimo bem! Nós traçávamos uma rota para o dia, baixávamos o mapa offline e pé na estrada. Mesmo quando fazíamos desvios em busca de algo interessante, o São Google rapidamente recalculava e não nos deixava na mão. 

Se você quiser um backup, um livreto-mapa é vendido em todas as lojinhas do parque, com versão em português, por 90 rands. Recomendo comprar, pois além de ser uma ótima lembrança, nele você encontra várias informações bem interessantes e a lista dos principais vertebrados encontrados no parque.

livreto mapa do kruger park

19 – O que são os Big Five?

O termo Big Five (Grandes Cinco) tem uma origem triste: vem do vocabulário de caça e se refere às cinco espécies mais perigosas para se caçar e abater. 

Leão, leopardo, elefante, búfalo e rinoceronte: esse conjunto se tornou um cartão-postal para safáris em geral. São eles que estampam o mapa que comprei e mencionei acima, são eles os motivos de boa parte dos souvenirs, são eles o objetivo de safári de muita gente.

O termo não tem nada a ver com o tamanho (ou o hipopótamo estaria ali), nem com a dificuldade de se avistá-los, afinal, víamos um elefante a cada 10 metros. 

Dos cinco, o único que não vimos foi o rinoceronte. Elefantes e búfalos vimos, literalmente, centenas. Além disso, três leopardos (o que foi uma imensa alegria para nós, pois é difícil avistá-lo) s e cinco alcateias de leões!

Leoa no Kruger Park
Um dos muitos momentos emocionantes que tivemos no Kruger: uma leoa a pouquíssimos metros de nós

O termo é usado mais como marketing hoje em dia e é claro que todo mundo quer os Grandes Cinco. Porém, não se prenda a isso. Nada tira a emoção de ver as outras maravilhosas espécies! O que dizer das belas girafas e zebras com suas estampas lindas, dos javalis brincando na lama, das macaquinhas amamentando? Ou, ainda, da sensação indescritível de ver o raro antílope sable (palanca negra), cuja espécie só conta com 290 indivíduos em todo o parque?

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20 – Como encontrar os animais durante o safári?

O principal fator é a sorte, já que os animais são livres para andarem por onde bem entenderem. Porém, há uma dica de ouro: procure por fonte de água. Se você está usando o Google Maps e vir uma marca azul de água, vá até lá. É bem improvável que você veja não menos uma impala. Mesmo se não houver “ninguém”, estacione e fique ao menos alguns minutos por ali, pois pode ser que apareça alguém. Foi assim que vimos o primeiro leopardo! Sabíamos que havia um leopardo nas redondezas, mas não o estávamos vendo. Em um exercício de paciência, ficamos paradinhos à beira de um lago. Nisso vimos tartarugas subindo na cacunda de um hipopótamo. Um tempinho depois, o hipo se levantou e deu aquele bocejo com sua boca gigantesca. Logo um javali apareceu para beber água. Mais tarde, um elefante solitário veio tomar banho. E a gente lá, paradinho, esperando o que quer que a natureza pudesse nos apresentar. Eis que, quando já estávamos quase indo embora, o leopardo nos surpreende com um desfile em toda sua elegância. Foi demais!

No parque há também indicações desses poços de água (waterholes). É só seguir a placa.

poços de água kruger park
Indicações de onde estão os poços de água

Importante dizer que, se você for no período de seca, como nós, é bem provável que, ao chegar ao lugar indicado como um fonte de água, tudo o que você verá é um buraco vazio! Porém, quando der a sorte de um encontrar um pocinho, por menor que seja, é bem provável que haja algum bichinho por ali matando a sede.

Outra dica é, durante o período mais quente do dia, procurar por animais debaixo de árvores.

elefante debaixo da arvore kruger
Elefantes à sombra durante um período mais quente do dia
kudu no kruger park
Kudus descansando embaixo da árvore

Uma terceira dica é: viu carros parados, pare também, pois é quase certeza de que estão vendo algo interessante. Aqui não tem problema ser maria-vai-com-as-outras.

Uma última dica é consultar os quadros com as marcações de alguns animais: os big five (exceto rinoceronte), a chita e o cão selvagem. Esses quadros estão presentes em todos os rest camps, áreas de piquenique e portões de entrada. Funcionam muito bem, já que quem marca são os próprios visitantes: os três avistamentos de leão do último dia foram porque seguimos as orientações do quadro.

quadro com avistamento de animais kruger

Uma coisa muito triste que é evidenciada nesses quadros é a caça dos rinocerontes, com o objetivo de retirar o seu chifre. Existe um mito de que o chifre do rinoceronte possui propriedades medicinais e seria um estimulante sexual – o que não tem o menor fundamento. Os caçadores, chamados de poachers, conseguem driblar a segurança do parque e localizar os rinocerontes. Eles não usam armas de fogo, mas tranquilizantes. Com os animais desmaiados, arrancam o chifre com machados e serras. O animal não morre na hora e pode ficar dias agonizando! Há relatos de visitantes do parque que se depararam com rinocerontes vivos, sangrando, com a cabeça desfigurada.

Cruel demais, né? Por esse motivo, não é permitido marcar os rinocerontes no quadro.

Nós, turistas, podemos contribuir de uma maneira muito simples: não postando fotos dos rinocerontes avistados nas redes sociais. Isso porque os caçadores monitoram hashtags e localizações e, assim, conseguem deduzir onde estão os animais. Suponhamos que você poste fotos do seu dia de safári, que passou por Crocodile Bridge e Lower Sabie, e ali tenha uma foto de um rinoceronte. Não é difícil saber que localização provável do animal é entre esses dois rest camps e, sendo treinados como são, é moleza achá-los.

O problema é muito mais sério do que podemos imaginar. Das duas espécies de rinoceronte que há no Kruger, uma delas, o rinoceronte negro, já está em perigo crítico de extinção.

Em 2018, o rinoceronte-branco-do-norte, uma subespécie do rinoceronte branco que há no Kruger, entrou em extinção após a morte do último macho do planeta.

21 – Existe alguma área melhor para ver os animais?

Dizem que a parte sul do parque, ou seja, de Skukuza para baixo, é mais abundante em animais. Pode até ser, porém há também muito mais visitantes nessa área. Pegamos congestionamentos monstruosos perto de onde estavam algumas cenas interessantes, como leões comendo um búfalo, duas águias pescadoras africanas e um leopardo (três episódios diferentes). 

safari no kruger national park
Foi difícil conseguiu um lugarzinho para ver essa cena: leão comendo um búfalo, um crocodilo descansando e abutres esperando a vez de comer.

Foi mais ao norte, contudo, entre Satara e Tshokwane , que vimos duas alcateias de leões e havia poucos carros parados observando. Ou seja, dificuldade zero para ver os animais. Também nessa região, entre Satara e Orpen, vimos um terceiro grupo de leões, dessa vez com filhotes, e, mais uma vez, com poucos carros disputando a vista.

Congestionamento na parte sul do Kruger Park
Congestionamento no Kruger Park: dificuldade para avistar um leopardo

22 – É perigoso fazer safári?

De maneira geral, os animais ficam de boa e acidentes são raros, mas podem acontecer. É importante tratar os animais com muito respeito e também obedecer rigorosamente todas as regras do parque.

O maior índice de acidentes, ao contrário do que pode dizer o senso comum, não é com os grandes felinos, mas com os elefantes. Existe até mesmo uma seção específica para cuidados com elefantes no folheto com as regras que recebemos ao entrar no parque (falo mais sobre isso abaixo).

Volto a mencionar o livro 101 Kruger Tales (desculpa aí, mas é que o livro é muito legal), no qual visitantes comuns (não vale guias, moradores e funcionários do parque) relatam histórias incríveis que presenciaram em suas visitas. Algumas são “apenas” referentes a observações inusitadas e fantásticas, mas há muitas sobre ataques de animais. 

Repito, acidentes são raros, mas é preciso estar ciente de que podem acontecer.

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23 – Que roupas levar para um safári?

Não precisa se preocupar em estar chique. Vá com roupas bem confortáveis, de preferência com tons neutros. Muita, mas muita gente mesmo, vai para o safári de chinelos, afinal de contas, você só desce do carro para comer e ir ao banheiro.

24 – O que levar para um safári?

  • Repelente – leia aqui sobre malária no Kruger
  • Protetor solar
  • Água
  • Lanchinhos (pode ser que quando der fome você esteja longe de um rest camp ou área de piquenique
  • Binóculos (não é obrigatório, mas é muito recomendado). Nas lojas dos rest camps há para comprar. Em Skukuza, vi também para alugar.
  • Carregador portátil para celular. Com o Google Maps ligado o dia inteiro, você não vai querer arriscar ficar sem bateria.
  • Máquina fotográfica
  • Sacolinha para lixo

25 – Regras do Kruger National Park

Como não poderia deixar de ser, em um parque tão grande e de tamanha importância ambiental, seria necessário ter um conjunto de regras bastante rígidas. Para falar a verdade, nem achei que são tantas regras assim e a maioria delas é bastante óbvia. Não alimentar os animais, respeitar os limites de velocidade, não jogar lixo no chão, não colocar o cabeção para fora do carro…

Todos os dias, ao entrar no parque, recebemos um folheto contendo essas regras. Como só existe a versão em inglês, as traduzi e as apresento abaixo. Os textos entre são as minhas observações.

Código de boas práticas – regras gerais

Atravessar pontes

Em pontes estreitas, com capacidade para apenas um carro, veículos não podem parar completamente ao atravessar em qualquer uma das direções.

Congestionamento ao avistar animais

Pare sempre do lado da estrada onde está o animal, mesmo que seja na contramão. No caso de haver muitos carros, causando congestionamento, a mão oposta ao lado onde está o animal observado não pode estar bloqueada por veículos estacionados. Essa mão deve permanecer livre para aqueles que desejam passar. Por favor, não estacione diagonalmente especialmente em estradas.

(Por duas vezes, na parte sul do parque, enfrentamos grande congestionamento para ver animais. Enquanto esperávamos pacientemente na fila pela nossa vez, alguns espertinhos vinham e paravam de qualquer jeito, na diagonal e/ou bloqueando a estrada. Nas duas vezes, rapidinho chegou um carro do parque para por ordem na bagunça e de quebra ainda advertiram os donos da rua.)

Regras para avistamento de animais

Sempre estacione no lado da rodovia onde o animal que você está observando está localizado, pois isso vai evitar que os carros passem entre os veículos e aquilo você está observando. Seja cuidadoso quando passar por animais ou pássaros perto das rodovias, pois eles podem se alarmar pela sua aproximação e correr para estrada.

Outras orientações

Se você precisar andar durante a noite não o faça sem calçados e lanterna.

Lembre-se de que ao alimentar os animais você está assinando a sentença de morte deles, pois eles podem se tornar agressivos para com os humanos, resultando em seu abatimento. 

Por favor, assegure-se que a sua estada seja segura e feliz obedecendo normas simples. Você compartilhará a sua estada com muitos criaturas incomuns e excitantes. Por favor, os trate com cuidado e respeito. Consulte o acampamento onde você está hospedado para orientações. Infringir essas regras e regulamento pode resultar em uma ação legal a ser tomada contra os infratores.

Regras gerais

regras kruger
  1. Fique dentro do seu veículo, exceto em áreas designadas. Nenhuma parte do corpo pode ficar para fora da janela ou teto solar. As portas, janelas, teto solar e os veículos conversíveis devem permanecer fechados durante todo o tempo. 
  2. A velocidade máxima permitida é de 50 km/h em vias pavimentadas e 40 km/h nas estradas de terra. Radares são colocados em todo parque e infratores serão multados. (Vimos alguns radares – eles são muito pequenininhos).
  3. Não beba e dirija. As regras gerais de trânsito se aplicam dentro do parque nacional. É infração na África do Sul dirigir sob influência de álcool. 
  4. Habilitação válida – É infração dirigir na África do Sul sem uma habilitação reconhecida. 
  5. Fechamento de estradas: por favor, observe que não são todas as estradas que são acessíveis para carros e, em caso de forte chuva, certas estradas podem ser fechadas. Sob nenhuma circunstância você pode entrar em rodovias fechadas ou marcadas como entrada proibida. 
  6. Portões de entrada: os horários dos portões de entrada devem ser estritamente obedecidos. Visitantes devem estar dentro dos acampamentos antes do horário de fechamento dos portões dos rest camps. Visitantes que vieram passar o dia devem sair do parque antes do horário de fechamento do portão. Os funcionários dos portões de entrada podem recusar a entrada de visitantes que tenham saído muito tarde no dia anterior.
  7. Quem pernoita no parque pode ficar apenas nos locais reservados e devem se reportar à recepção antes de ocupar a acomodação ou acampamento. Todas as acomodações e acampamentos podem ser ocupados a partir das 14 horas no dia da chegada e devem ser liberadas às 10 horas do dia da partida.
  8. Veículos devem permanecer nas áreas designadas nas estradas durante todo o tempo. Dirigir em estradas fechadas (ou com entrada proibida) ou fora da estrada é um delito grave.
  9. Alimentação dos animais: Alimentar ou perturbar os animais é um delito grave.
  10. Remover flora ou fauna é proibido. Nenhuma planta ou animal ou parte deles podem ser removidos do parque sem permissão.
  11. Restrição para veículos grandes: veículos com  capacidade para mais de 4000 kg, ônibus ou outros veículos com mais de 25 assentos são restritos a estradas pavimentadas somente.
  12. Alerta de malária: O Parque Nacional Kruger é uma área de malária. É recomendado que todos os visitantes tomem as devidas precauções. 
  13. Nenhum animal de qualquer tipo pode ser trazido para o parque nacional.
  14. Tocar, perturbar ou machucar qualquer animal não é permitido.
  15. Jogar lixo fora das lixeiras é proibido, pois isso pode ser perigoso para os animais.
  16. Por favor declare e lacre todas as suas armas de fogo de qualquer tipo no portão de entrada. 
  17. Não mate animais! Caçar e matar animais está estritamente proibido e é severamente punido por lei. 
  18. Crianças em safári a pé: crianças menores de 12 anos não são permitidas nas caminhadas organizadas. 
  19. É proibido fazer fogueiras. Cigarros completamente apagados devem ser depositados nas lixeiras.
  20. Área livre de fumo: fumar é permitido somente nas áreas designadas. Fumar dentro dos acomodações e nas áreas públicas é estritamente proibido.
  21. Permaneça nas trilhas demarcadas: sob nenhuma circunstância os visitantes estão autorizados a caminhar fora das áreas demarcadas.
  22. Drones são proibidos em todas as áreas do parque nacional.

Elefantes: regras gerais para uma observação segura

1 – Risco potencial de manadas se alimentando: cuidado quando se aproximar de elefantes alimentando com filhotes. A matriarca ou membros da manada podem se tornar agressivos, especialmente quando os filhotes se sentem ameaçados pela sua proximidade. Mantenha uma distância segura e fique em seu carro.

2 – Como identificar, aproximar e se comportar perto de elefantes machos no período do musth*. Elefantes no musth são identificados pela constância de pequeno volume de urina com cheiro muito forte no chão e nas patas traseiras. Quando andam nas estradas, eles deixam um rastro característico de urina. Suas glândulas temporais também secretam um líquido escuro que é visível entre os orifícios das orelhas e os olhos. Machos no musth podem ser bastante agressivos e é recomendável manter uma distância segura durante todo o tempo.

(* Musth é uma condição periódica que ocorre em elefantes machos, caracterizada por comportamento altamente agressivo. Durante o musth, os níveis de testosterona costumam estar 60 vezes mais elevados.)

3 – Regras rigorosas sobre como se comportar próximo a elefantes:

  • Nao dirija para fora das estradas
  • Não siga os elefantes
  • Respeite os elefantes durante todo o tempo
  • Sempre permita que os elefantes passem
  • Dirija devagar se eles se aproximarem
  • Não se coloque no caminho deles, principalmente quando houver mais de um veículo
  • Não acelere o motor perto dos elefantes
  • É terminantemente proibido:
  • Transitar entre os rest camps e portões de entrada após o horários de fechamento é terminantemente proibido.
  • Há uma rigorosa lei do silêncio entre 21h30 e 6h00.
  • Música alta no carro pode perturbar animais e outros visitantes. O volume do som do carro deve ser mantido no mínimo.
  • Uso de patins, skates, bicicletas, motocicletas e quadriciclos é proibido em qualquer área do parque.
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