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Onde comer em Atins (Lençóis Maranhenses)

Onde comer em Atins

Em um post anterior, falamos sobre Atins, um vilarejo pertencente ao município de Barreirinhas, na região dos Lençóis Maranhenses. Por ser bem pequeno, é fácil localizar os estabelecimentos comerciais. Basta perguntar e qualquer pessoa saberá te informar.

Ficamos apenas duas diárias, então, não deu para conhecer muitos lugares. Fomos a três restaurantes: o Rancharia, o do Rico e o Sebastian Bar. Veja a seguir como foram as nossas experiências.


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Rancharia

No dia em que fizemos o passeio para o Canto do Atins e para o pôr do sol dos guarás, tivemos a oportunidade de jantar em um restaurante bem legal, pertinho da pousada Jurará: o Rancharia.

Esse restaurante é anexo à pousada Rancho do Buna, mas atualmente é administrado por um italiano. É um lugar muito bonito, com uma decoração rústica, diferente e caprichada. Só o visual já é uma atração para quem decidir fazer um programa gastronômico em Atins.

Além da decoração e da luz que dá um ar aconchegante ao local, o tipo de música que se toca é bem peculiar. Na verdade, a maior parte das músicas eu nunca tinha ouvido. Sou um tanto ignorante sobre estilos musicais, mas a maior parte do que tocou era um instrumental com bastante percussão e alguns “mantras”. E antes que alguém pense em me detona, eu não achei o som ruim, pelo contrário, gostei demais. Só nunca tinha ouvido antes.

Onde comer em Atins - Rancharia Onde comer em Atins - Rancharia

Chegamos lá por volta de 19h30. Imediatamente uma funcionária de sotaque espanhol e com um penteado muito legal veio nos atender e entregou o cardápio. Havia opções de carne, aves, frutos do mar, pizzas, massas e saladas, tudo girando em torno de 30 a 50 reais (para uma pessoa).

A Gê pediu um filé mignon ao molho de gorgonzola e eu pedi um peito de frango à milanesa. Para beber, a Gê pediu refrigerante e eu, uma água com gás. Mas eu pedi a água tão descrente de que teria sucesso que, quando a atendente disse: “OK”, eu repeti que se tratava de água com gás. Ela disse novamente: “OK” e eu não aguentei: “Mas, tem?” E ela disse: “Sim.”. Eu fiquei super feliz, pois, pela primeira vez, pelos lados de Caburé e Atins, tudo o que eu pedi, que havia no cardápio, estava disponível. Por serem povoados cujo acesso só ocorre por barco ou veículos 4X4, é muito comum haver coisas no cardápio do tipo “Tem, mas acabou”.

Os pedidos vieram rápido. Reforçando a identidade do local, junto com os pratos, os acompanhamentos chegaram em panelinhas de ferro sobre bandejas de madeira. Eu gostei tanto da apresentação que até comi salada!

Onde comer em Atins - Rancharia Onde comer em Atins - Rancharia Onde comer em Atins - Rancharia

A Gê disse que o filé estava delicioso (ela gosta bem passado e veio no ponto que ela pediu). O frango à milanesa estava um pouquinho duro e ressecado, por causa da própria milanesa. Dando uma de jurado do Masterchef, sugiro que seja servido algum molho com mais presença, mesmo que à parte. Contudo, em defesa do restaurante, preciso dizer que meu paladar se agrada bastante ao comer carne dura e ressecada, mesmo isso soando esquisito. Então, estava ótimo para mim.

Bom, nós gostamos bastante do lugar e recomendamos. Porém, vá com dinheiro, pois a única forma de pagamento disponível é grana viva. E, como de costume nos restaurantes de Atins, eles cobram taxa de 10% de serviço.

Restaurante do Rico

Como nós já contamos aqui, tentamos visitar, no canto do Atins, o restaurante da Luzia. Nesse post você pode ler sobre a nossa experiência no restaurante do Antônio, que fica ao lado do Restaurante da Luzia. Porém, não conseguimos um serviço de transporte que pudesse nos levar até lá (o restaurante fica muito longe da pousada Jurará, são horas de caminhada, sob um sol de rachar). Vamos ter que aguardar a próxima viagem a Atins para estabelecermos uma comparação, ainda que subjetiva, dos sabores dos camarões e do serviço dos dois restaurantes.

Já eram 11h30 e precisávamos definir onde almoçaríamos, pois às 14h estava marcada a partida do barco, do porto de Atins para Barreirinhas, com escala em Caburé, senhores passageiros. Entretanto, precisávamos estar prontos às 13h40, horário em que o carro da pousada nos levaria até o porto.

Decidimos pedir uma indicação ao pessoal da pousada Jurará. A Rute, que nos atendeu super bem, indicou o Restaurante do Rico, que fica a uns 50 metros da pousada, e nos deu a boa noticia de que lá eles aceitavam cartão de crédito (em Atins não há agências bancárias, caixas eletrônicos ou lotéricas, e em muitos estabelecimentos só aceitam pagamento em dinheiro).

Com o sol rachando as nossas cabeças, a ideia de ir a um restaurante próximo caiu muito bem. Chegamos a pensar se não estava muito cedo para o almoço, mas a Rute recomendou que não demorássemos para ir, pois o restaurante poderia ficar cheio.

Então lá fomos nós, ao restaurante do Rico, caminhando rápido pela areia (em Atins as ruas são assim) e procurando todos os cantos com sombra possíveis. Chegando lá, vimos o restaurante completamente vazio. Fomos recebidos pelo Léo, que nos apresentou um cardápio bem resumido, com preços remarcados com aquelas etiquetinhas adesivas (comecei a desconfiar que estávamos fazendo papel de trouxa). A Gê pediu uma porção de batatas fritas (R$ 12,00), uma de camarão alho e óleo (R$ 35,00) e eu, um peixe frito (R$ 35,00). Tanto o camarão quanto o peixe vinham com acompanhamentos (arroz, farofa, feijão – somente para o peixe, e vinagrete e farofa – somente para o camarão). Pedimos, também, um refrigerante de um litro, que custou R$ 7,00.

Perguntei ao Léo se realmente aceitavam cartão de crédito, e ele disse que sim, mas que era bom já fazer o pagamento no início, pois o sinal de internet e telefonia costuma falhar muito em Atins. Então eu fui lá e passei o cartão, pagando os 10% mesmo antes de ser servido (vê se pode isso!). O processamento do pagamento com o cartão foi tranquilo, não houve dificuldades.

Comida paga, aí ficamos aguardando. A porção de fritas chegou rapidinho; depois de algum tempo vieram os camarões:. 10 ao todo, sendo 3 grandões, uns 4 médios e 3 pequenos. Porém, com casca, cabeça e patinhas (pra mim a casca parece plástico – me julguem).

Lembra que eu disse sobre a desconfiança de estar fazendo papel de trouxa? Pois é. Enquanto esperávamos o meu prato, chegou um casal e pediu um PF. O Léo os atendeu falando bem baixinho e disse que era R$ 15,00, com as seguintes opções de carne: boi, frango ou peixe.

Mas, como assim? Tinha PF no cardápio e vocês não viram?

Não, não tinha no cardápio. Nossa trouxisse foi não perguntar se havia outras opções além das que estavam no cardápio (com preços remarcados com etiquetas “a la gambiarra”, não se esqueçam). Então, amiguinhos, sempre perguntem se há opções além das que são apresentadas no cardápio. Não sejam trouxas. De qualquer modo, foi mais um aprendizado pra nós, embora já devêssemos saber disso.

Eu estava com fome e vou contar uma coisa pra vocês: ainda bem que seguimos o conselho da Rute de irmos cedo para o restaurante. Chegaram algumas pessoas além do casal do PF, mas o restaurante não ficou lotado, talvez tenha ficado mais tarde, não no tempo em que estávamos lá. Mas digo que foi bom termos aceitado o conselho da Rute porque acredito que foram lá no rio Preguiças pescar peixe para preparar meu prato. Demorou uma hora, mas valeu a pena. A posta era grande e o peixe estava no ponto certo, bem temperado e suculento (gosto tanto de ver Masterchef que estou pegando os cacoetes dos chefs jurados). Uma delícia!

Onde comer em Atins - Restaurante do Rico Onde comer em Atins - Restaurante do Rico Onde comer em Atins - Restaurante do Rico

Logo depois que o Léo trouxe o meu prato, os PFs do casal que não era trouxa chegaram. Um pratão enorme, 60% de arroz e feijão, claro, mas também veio carne, salada e os outros acompanhamentos. Preciso dizer que não é nada legal ganhar atestado de trouxa… Aqueles PFs serviriam direitinho pra gente… Mas fica o aprendizado, né? Aguardamos a próxima situação em que faremos papel de trouxa novamente, podem estar certos de que contaremos tudo, assim vocês não cometerão os mesmos vacilos que a gente!

Depois do almoço tomamos um sorvete bem gostoso (R$ 3,50 o potinho de 200 ml). Havia várias opções de sabores disponíveis. A Gê optou por um de leite condensado e eu, de creme com passas. Achei ótimo, também.

Eu recomendo, sem dúvidas, esse restaurante. A comida era boa e, apesar da demora na entrega do prato, o atendimento foi bacana!

Sebastian Bar

Este é o bar que fica dentro da Pousada Jurará. São poucas opções e é quase certo que não vai ter o que você escolher (tem, mas acabou, lembra?), o atendimento pode ser meio demorado, mas o que é feito é no capricho. Tomamos açaí e comemos um misto quente delicioso, feito com pão caseiro preparado ali mesmo. A Gê também comeu uma tapioca que estava bem recheada.

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Onde comer em Atins: Três opções de restaurantes no vilarejo mais charmoso dos Lençóis Maranhenses.

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