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Roteiro de um dia em Olinda: a pé e por conta própria

Roteiro de um dia em Olinda. Passeio leve feito a pé, de maneira independente e para todas as idades (fizemos com idosos).

Nosso primeiro dia em Pernambuco foi dedicado a conhecer o Centro Histórico de Olinda. Como nós estávamos com meus avós, pensamos em um roteiro mais leve. Chegamos a olhar com algumas agências de turismo, mas todas que encontramos só faziam um tur combinando os centros de Olinda e de Recife, em um passeio de dia inteiro e com uma parada em um shopping (!).


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Achamos o roteiro das agências cansativo e corrido e nós precisávamos fazer as coisas mais no nosso ritmo. Pesquisei bastante, troquei uma ideia com o Leonardo, do blog o Reverso do Mundo, que mora em Olinda e me disse que daria, sim, para fazer um passeio a pé, mesmo com dois idosos.

Realmente deu supercerto! Claro que nós não fomos em todos os pontos turísticos da cidade, mas vimos o que gostaríamos, em um ritmo calmo, com paradinhas para descansar. Ao final do post, tem um mapinha com o nosso trajeto.

Nosso roteiro de 1 dia em Olinda

Saímos do hotel às 8h e pegamos Uber para irmos ao centro histórico de Olinda. Descemos no Alto da Sé e visitamos a Igreja do Senhor Salvador do Mundo (Sé de Olinda), aquela da foto de abertura. O assédio dos guias é muito grande, mas nós não queríamos contratar seus serviços, pois, como já falei, queríamos fazer as coisas bem devagar.

Se o portão lateral à igreja estiver aberto, vá até lá, pois se tem uma vista muito bonita de parte da cidade, avistando-se a praia, a Igreja do Carmo, o Convento de São Francisco e até Recife.

Subimos o elevador da caixa d’água, de onde se tem uma vista maravilhosa, praticamente 360 graus da cidade. Só que é bem caro: 8 reais por pessoa – preço único (8 reais para subir um elevador!). Idoso não tem desconto. O tempo de permanência é de 30 minutos.

elevador da caixa dagua olinda

Elevador da Caixa dÁgua

vista de olinda

Vista do alto do elevador

Vista de Olinda

Vista do alto do elevador

Igreja da Sé Olinda

Igreja da Sé

Só atravessamos a rua é fomos a uma feirinha, que estava bem fraca, com poucas barraquinhas. Nos fundos tem um pequeno espaço com vista. Saímos e paramos para tomar uma água de coco de uma senhorinha (três cocos por dez reais). Ela também vende tapioca, e tem vários sabores. A de queijo, por exemplo, era cinco reais.

Um inconveniente ali é o assédio exagerado ao turista. Repentistas param visitantes o tempo todo e conosco não foi diferente. Uma dupla se aproximou e começou a cantar e nós até que estávamos engraçadinho. No final demos dinheiro para um deles e o outro começou a exigir que déssemos para ele também. Falamos para eles dividirem tudo no final do dia, já que eram uma dupla. Eles estavam insistentes querendo mais dinheiro e depois começaram a dizer que o cachê era de 50 reais. Minha mãe estava com os dez reais do coco na mão e um deles chegou bem perto dela dizendo para passar os dez reais para ele. Vimos várias duplas de repentistas com o mesmo comportamento com outros turistas, então, tomem cuidado com isso.

Seguimos a rua Bispo Coutinho, passamos pelo Museu de Arte Sacra, mas não visitamos. A entrada era 10 reais, em outubro de 2017. Passamos pelo Museu dos Bonecos de Olinda, mas também não fomos, porque pelas avaliações que havíamos lido, não nos apetecia. Além disso, dá para ver bonecos em algumas varandas e janelas e casas e repúblicas. O valor da entrada do museu era 10 reais (preço único).

Entramos em uma casa rosa que era uma loja de artesanato (Imaginário Brasileiro), este, sim, muito interessante, bem diversificado e com preços bem variados também. Ficamos um bom tempo ali olhando, pois realmente há muita coisa para ver – mesmo que você não queira comprar.

Imaginário Brasileiro, artesanato em Olinda

Imaginário Brasileiro: artesanato variado e com preços bons

Imaginário Brasileiro, artesanato em Olinda

artesanato em olinda

Seguimos mais um pouco até a Igreja Nossa Senhora da Misericórdia, onde tem outro mirante, mas a vista da igreja da Sé e do mirante da Caixa d’Água são melhores. Aproveitamos para tirar foto na moldura que fica ali perto da igreja.

Igreja da Misericórdia, Olinda

Igreja Nossa Senhora da Misericórdia

Olinda

Olinda

Depois disso, descemos a Ladeira da Misericórdia e viramos a primeira rua à direita onde almoçamos no simplão Casa de Noca. É um quintal de uma casa, com algumas mesas e prato único: mandioca cozida na manteiga de garrafa salpicada com parmesão, carne de sol e fatias de queijo coalho. Havíamos lido que as porções são bem fartas e a que era para duas pessoas servia três, então mantivemos a proporção e pedimos o prato para quatro pessoas, já que éramos seis.

O lugar se gaba de ter a melhor macaxeira do mundo. Não acho que seja para tanto, mas realmente é muito boa. Eu gostei muito, embora não tenha sido uma unanimidade no grupo, pois minha irmã não gostou, pois achou muito forte o gosto da manteiga. Agora o que tem de bom na comida faltou no atendimento. O senhor que nos atendeu não era nada simpático, o tempo todo com cara fechada e não respondia sequer o nosso obrigada. Quanto aos preços, estão razoáveis. Em outubro de 2017 pagamos 100 reais na porção para quatro, que ainda sobrou mesmo sendo seis pessoas, e 12 em um refrigerante dois litros. Somados os 10% ficou em R$ 20,50 por pessoa.

Casa de Noca, Olinda

Casa de Noca

Casa de Noca, Olinda

Cardápio de outubro de 2017

Voltamos para a Ladeira da Misericórdia e a percorremos bem devagar, olhando o casario e no ritmo dos meus avós. Nem percebemos quando já chegamos na Ribeira. Entramos no Mercado da Ribeira, onde havia dois bonecos gigantes e algumas lembrancinhas a preços até em conta, tipo 3 reais um chaveiro. Nos fundos tem um área que seria um bom mirante, mas a vegetação encobre a vista.

Casario colonial Olinda Centro Histórico Olinda

Mercado da Ribeira, Olinda

Mercado da Ribeira

Bonecos de Olinda

Bonecos de Olinda

Continuamos pela mesma rua, passamos por uma ruína, que é só uma parede, vimos mais do casario colonial, passamos pela Prefeitura e enfim chegamos ao nosso destino, o Mosteiro de São Bento, que abriria em 10 minutos, às 14h. Na verdade, nós visitamos a Basílica e não o mosteiro propriamente dito. Havia várias pessoas aguardando a abertura da igreja e quando entramos o guia da própria igreja, André, deu várias explicações sobre a construção. Ali funcionou a primeira Faculdade de Direito do Brasil e ainda hoje só advogados podem subir onde está o Cristo crucificado, no dia 11 de agosto, data em que se comemora o dia do advogado e o aniversário da inauguração da Faculdade de Direito de Olinda. É a igreja mais rica em ouro de Olinda e acontecem ali missas em latim e com canto gregoriano.

Mosteiro de São Bento, Olinda

Mosteiro de São Bento

Basílica de São Bento

Interior da Basílica

Basílica de São Bento

Somente advogados sobem ali onde está o Cristo, uma vez ao ano.

E este foi nosso último ponto em Olinda. Caso você tenha mais pique, dá até para conhecer mais coisas, ou ir para o Recife Antigo. Porém, estava muito calor e para não sobrecarregar os avós, optamos por encerrarmos por aqui, às 14h30, e retornarmos para o hotel para descansar um pouco.

Centro Histórico de Olinda Centro Histórico de Olinda


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2 comentários em “Roteiro de um dia em Olinda: a pé e por conta própria

  1. Oi Gê! Aqui Leonardo, do Reverso. Vejo que tiveram alguns problemas aqui e ali com a inconveniência de certas pessoas e com alguns gastos meio abusivos… Alguns guias, vendedores e artistas populares realmente percebem, pela aparência e muito por causa do sotaque quando alguém não é do lugar e acontecem determinados imbróglios. No mês passado, estive no interior da Paraíba e conversei com uma estudante de SP e ela disse que lá “não” é “não”. Não sei como funciona em MG, mas aqui, pra esse pessoal, parece que eles pensam que se insistirem mais e mais , vc acaba mudando de ideia e cede.
    Pra nós isso não é perceptivel pq já estamos ligados na deles, já temos anticorpos (rs!) então não rola. Lastimo muito isso, mas ao mesmo tempo o seu depoimento serve para dar o alerta pra outros visitantes.
    Quanto ao elevador, aquilo é tão esporádico no que diz respeito ao funcionamento que quando vc me mandou a mensagem, não tava funcionando, e tb, como vc disse que não teria nem muito tempo nem tanta facilidade de locomoção, acabei não incluindo o lugar nas dicas.
    Naquela semana, estávamos de malas (quase) prontas pra ir ao sertão de Alagoas, ciade de Piranhas. Tivemos que nos preparar nos mínimos detalhes pra não percer nada lá, então eu estava muito focado nisso. Peço desculpas por alguma info que eu tenha deixado de dar, certamente “passei por cima” de muita coisa por estar com a mente toda voltada pra a viagem que fiz dias depois. Foi mal! :/
    Mas, percebo que vocês estiveram em outros lugares a mais. S. Bento, por explo, que não só foi onde começou o estudo do Direito no Brasil, como tb tem a história do altar ter sido desmontado para levar pra NY, numa expo no Guggenheim: a peça ia ser levada antes do 11/09, e ficou encaixotada até a viagem ser liberada dias depois. (o guia contou?)
    Enfim, espero que esteja tudo bem, acho pertinentíssimas todas as críticas e observações.
    Abração pra você e pras os seus avós.

    • Oi, Leo, querido!
      Esses inconvenientes que tivemos não ofuscaram a beleza de Olinda. Todos nós amamos! E duas dicas foram muito valiosas. Mais uma vez, muito obrigada!
      O guia de São Bento contou, sim, sobre o episódio da exposição de NY.
      Grande abraço!

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