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Porto Alegre: roteiro a pé pelo Centro Histórico

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No nosso primeiro dia em Porto Alegre, saímos para passear logo depois do café. Vamos contar o que fizemos, assim você pode se inspirar para montar também o seu roteiro. Nós marcamos os pontos de interesse nos mapas e vamos indicando-os na medida em que formos falando sobre eles.

Como estávamos hospedados no Centro, fomos à pé até a Av. Borges de Medeiros com R. Duque de Caxias. Ali foi a nossa primeira parada, no Viaduto Otávio Rocha (letra A do mapa), que tem uma história bem interessante. Em 1926, decidiu-se abrir uma avenida para ligar as zonas leste e sul de Porto Alegre, mas, para isso, foi necessário rebaixar consideravelmente o terreno, o que causou a interrupção da rua Duque de Caxias. Só em 1932, o viaduto foi entregue, religando novamente a rua. Foi tombado pelo município em 1988.

Viaduto Otávio Rocha, no Centro Histórico

Viaduto Otávio Rocha, no Centro Histórico

viaduto otavio rocha viaduto otavio rocha

Passamos pelo Museu Júlio de Castilhos (letra B do mapa), um prédio de 1887 que foi residência do político gaúcho. Hoje abriga mais de 10 mil peças e documentos que contam a história do Estado. O museu funciona de terça a sábado, de 10h às 17h e a entrada é franca.

No quarteirão seguinte, está a Catedral Metropolitana (letra C do mapa) ou Paróquia Nossa Senhora Madre de Deus, uma construção impressionantemente grande. Só a cúpula tem 75 metros de altura e 18 de diâmetro. A igreja começou a ser construída em 1921 e só foi finalizada em 1986. Fica aberta diariamente, de 7h30 às 19h, teoricamente. Foi só nós sairmos da igreja e ela foi fechada.

Catedral Metropolitana

Catedral Metropolitana

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De frente para a Catedral está a Praça Marechal Deodoro ou Praça da Matriz (letra D do mapa), também conhecida como Praça dos Três Poderes, por ter em seu entorno o Palácio da Justiça (letra E do mapa), o Palácio Farroupilha, onde funciona a Assembleia Legislativa (letra H do mapa) e o Palácio Piratini (letra I do mapa), sede do governo do Estado. No centro da praça está o Monumento a Júlio de Castilhos, todo de bronze e inaugurado em 1913. Lindo e imponente, cheio de esculturas que aguçaram minha curiosidade: o que será que significa cada uma delas? Fiz uma pesquisa e encontrei este texto aqui.

monumento julio de castilhos monumento julio de castilhos monumento julio de castilhos

Atrás do Palácio da Justiça temos a Biblioteca Pública (letra F do mapa), um prédio de 1922, e ao lado dele (do Palácio) está o Theatro São Pedro (letra G do mapa), uma belíssima construção de 1858. Veja a programação no site oficial.

Subindo novamente a praça, ao lado da Catedral temos o Palácio Piratini (letra I do mapa), que desde 1921 é a sede do governo estadual. É possível visitá-lo por dentro de segunda a sexta, das 9h às 11h e das 14h30 às 17h. Infelizmente, era fim de semana e tivemos que nos contentar com a vista externa.

palacio piratini
Mais alguns passos na rua Duque de Caxias e chegamos ao Solar dos Câmara (letra J do mapa). É a primeira residência feita de alvenaria na capital, cuja construção começou em 1818. As visitas são apenas de segunda a sexta, de 8h30 às 18h e a entrada é pela Assembleia Legislativa.

Dali nós fomos andando calmamente pelo bairro, lanchamos em uma padaria, até chegarmos à Usina do Gasômetro, para começarmos outra parte do roteiro. Nessa segunda parte percorremos parte da Rua da Praia e pontos ao seu redor. Siga agora o segundo mapa.

A primeira curiosidade que temos aqui é em relação à própria rua da Praia, nome popular da rua dos Andradas. Antigamente, essa rua estava às margens do Guaíba. Olhe no mapa e você vai notar que tem é muita rua entre ela e o lago. Pois é, sucessivos aterros fizeram com que a rua da Praia fosse se indo cada vez mais para dentro da cidade. O nome mudou para Andradas em 1865, mas parece que não pegou muito, não.

Começamos pela Usina do Gasômetro (letra A do mapa), uma antiga termelétrica que foi transformada em centro cultural, com teatro, cinema, auditórios e salas para exposições. Como fica às margens do lago, tem Wi-Fi grátis e vários cafés, é um local que sempre está cheio, principalmente no fim da tarde, quando a galera se reúne para contemplar o pôr do sol.

Usina do Gasômetro

Usina do Gasômetro

Seguimos pela rua da Praia até a Igreja Nossa Senhora das Dores (letra B do mapa), a mais antiga da cidade. Começou a ser construída em 1807 e só foi concluída em 1904. Com uma enorme escadaria e altas torres, foi tombada pelo IPHAN em 1938. Pode ser visitada de segunda a sexta de 8h30 às 12h e de 12h30 às 19h30 e aos sábados e domingos de 8h30 às 12h e de 13h30 às 19h30.

igreja das dores
Nessa região da igreja estão muitos prédios históricos belos, a maioria militar, como quartéis e o Museu Militar (letra C do mapa).

Um dos prédios militares da rua da Praia

Um dos prédios militares da rua da Praia

No quarteirão seguinte, há vários restaurantes bem bonitos. Como os nossos planos eram almoçar no Mercado, passamos direto por eles. Paramos apenas na Casa de Cultura Mário Quintana (letra D do mapa), o antigo Hotel Majestic, onde morou o escritor por 15 anos. Fica aberto às segundas-feiras de 14h às 21h, de terça a sexta de 9h às 21h e aos sábados e domingos de 12h às 21h.

casa de cultura mario quintana casa de cultura mario quintana
Seguindo mais um pouco vemos ao Museu da Comunicação (letra E do mapa), cuja exposição de longa duração é sobre o radioteatro gaúcho. Aberto de de terça a sábado, das 9h às 18h.

É só atravessar a rua e chegamos à Praça da Alfândega (letra F do mapa), que tem esse nome herdado dos tempos em que ali era margem do lago. Muito arborizada e com feirinha de segunda à sábado, tem também vários prédios históricos ao seu redor.

Um deles é o MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul (letra G do mapa), um prédio lindíssimo de 1912 que hoje expõe obras de pintores como Portinari e Di Cavalcanti. Aberto de terça a domingo, de 10h às 19h. Entrada franca.

MARGS

MARGS

Outro prédio ali na praça é o Memorial do Rio Grande do Sul (letra H do mapa), que funciona no prédio dos Correios e Telégrafos, construído entre 1910 e 1914 e tombado pleo IPHAN. Além de exposição permanente sobre a história do Estado, sempre há exposições temporárias. Aberto de terça a sabado de 10h às 18h e domingos e feriados de 13h às 17h. Entrada franca.

Memorial do Rio Grande do Sul

Memorial do Rio Grande do Sul

Por fim, o Santander Cultural (letra I do mapa), ao lado do Memorial. O espaço traz exposições de arte, show e exibições de filmes. Confira a programação no site oficial.

Seguimos pela rua Sete de Setembro até a Praça Montevidéu, onde está o Paço Municipal (letra J do mapa), que é a Prefeitura desde 1901.

paço municipal paço municipal

Chafariz na Praça Montevidéu

Chafariz na Praça Montevidéu

Foi só atravessar a rua para chegarmos ao Mercado Público (letra K do mapa). O mercado foi construído em 1869, já sobre uma área aterrada. Sobreviveu a quatro incêndios, sendo o último em 2013 (veja fotos aqui). São mais de 100 lojas de tudo quanto é tipo de produto: frutas, temperos, ervas para fazer chimarrão, artesanato, artigos religiosos, vinhos, cachaças, grãos, frutos do mar, café, carnes, peixes, pães… O mercado tem até loja virtual. Abre de segunda a sexta, das 7h30 às 19h30 e sábado de 7h30 às 18h30. Fecha aos domingos e feriados.

mercado poa

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A nossa ideia era almoçar por aqui, mas acho que não demos sorte no dia. Andamos em volta do mercado para vermos os restaurantes, mas estava um cheiro horrível de urina… Uma pena! Não rolou de almoçar por lá.

Lembramos dos restaurantes legais da rua da Praia e fomos andando de volta. Como a fome ainda não tinha apertado sentamos por vários minutos na Praça da Alfândega e ficamos olhando o movimento. Depois resolvemos entrar no Rua da Praia Shopping, ali na praça mesmo e vimos um restaurante chamado Tipo Exportação, onde almoçamos. Havia a opção de buffet livre ou no quilo. Como a gente não come muito, optamos pelo quilo e pagamos R$30,00 para nós dois com uma água. E a sobremesa é cortesia. Estava tudo muito gostoso e ainda foi barato!


Depois ficamos mais um tempo de bobeira na praça antes de irmos para o cais do porto para fazer nosso passeio de barco, mas isso aí eu conto eu outro post.



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4 comentários em “Porto Alegre: roteiro a pé pelo Centro Histórico

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