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Como é visitar a Casa de Anne Frank, em Amsterdam

Como é a visita à casa onde Anne Frank e sua família se esconderam dos nazistas, em Amsterdam. Foi nesse local que ela escreveu um diário, que foi publicado anos mais tarde.

Diário escrito por Anne Frank durante o tempo em que ficou escondida dos nazistas. © Anne Frank House / Photographer: Cris Toala Olivares

O nome de Anne Frank é familiar para muita gente, mas poderia apostar que poucos conhecem sua triste história.  A Anne foi uma menina judia que viveu dos 13 aos 15 anos escondida dos nazistas, durante a segunda guerra mundial. Juntamente com seus pais, irmã e outras quatro pessoas, compartilharam uma casa de fundos, anexa ao prédio onde o pai trabalhava, em Amsterdam. Sua história veio à tona porque, durante os dois anos de confinamento, Anne descreveu seu sofrido cotidiano em um diário, que se tornou o livro “O Diário de Anne Frank, e já foi traduzido para mais de 70 idiomas.

Essa casa, que serviu de esconderijo para as famílias Frank e Van Pels, hoje é um museu. Não gosto muito de dizer as pessoas “têm” que ir à determinada atração, mas para mim, considero uma atração imperdível.

Como é a visita à casa onde Anne Frank e sua família se esconderam dos nazistas, em Amsterdam. Foi nesse local que ela escreveu um diário, que foi publicado anos mais tarde.

Foto de passaporte de Anne Frank, Maio de 1942.

Um pouco da história de Anne Frank

Anne Frank nasceu em 1929, em Frankfurt, na Alemanha, em uma família que seguia o Judaísmo havia várias gerações. Em 1934, já devido a manifestações antissemitas, ela e sua família, composta por seus pais, Otto e Edith, e por sua irmã mais velha, Margot, se mudaram para Amsterdam.

Em 1940, os nazistas invadiram os Países Baixos. Anne conta em seu diário (e também vemos no museu), como as proibições foram gradativamente sendo mais rigorosas para os judeus, desde ida a cinemas, uso de transporte público e até que frequentassem escolas comuns.

Em novembro de 1942, os quatro tiveram que se esconder em uma construção anexa ao prédio onde Otto trabalhava. Uma estante com fundo falso protegia a entrada do esconderijo, que era composto por três quartos, uma cozinha (que também servia de quarto para o casal van Pels) e um banheiro. Uma semana após se mudarem, receberam a família van Pels (Hermman van Pels trabalhava com Otto). Quatro meses depois, o dentista Fritz Pfeffer também se refugiou ali. Somente poucas pessoas de confiança sabiam que os oito estavam na casa e os ajudavam com alimentos, transportando cartas e informando-os sobre o mundo exterior.

Em agosto de 1944, seguindo uma denúncia, a polícia alemã invadiu o anexo e levou os oito ocupantes presos. Mais tarde, foram separados e enviados para diferentes campos de concentração. Após meses de sofrimento intenso, sete deles morreram – ou, sendo mais realista, foram mortos. Somente Otto Frank sobreviveu. O denunciante jamais foi conhecido.

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Como é a visita ao Museu Casa de Anne Frank

Logo ao chegarmos, deixamos nossos pertences no guarda-volumes e pegamos um audioguia, que está incluído no preço (tem em português de Portugal).

O museu abrange as duas partes da casa, o prédio principal e o anexo. Primeiramente, somos apresentados ao contexto histórico da época, com pequenos vídeos de sobreviventes, de judeus e também de não-judeus que ajudavam os primeiros a se esconderem. Trechos do diário de Anne estão nas paredes complementando a explanação e fazendo com que o visitante esteja bem situado no terrível cenário da 2ª Guerra Mundial.

O museu está sempre cheio, mas ninguém se atropela. A cada sala, vamos ativando o audioguia e procurando um cantinho para ouvi-lo enquanto vemos as fotos, acompanhamos o vídeo ou lemos os curtos textos ou citações.

Passada essa primeira parte, chegamos à estante que separava o anexo, o esconderijo dos Frank.

Como é a visita à casa onde Anne Frank e sua família se esconderam dos nazistas, em Amsterdam. Foi nesse local que ela escreveu um diário, que foi publicado anos mais tarde.

© Anne Frank House / Photographer: Cris Toala Olivares

As janelas estão tampadas, tal qual eram na época, para que ninguém de fora visse nenhum movimento. Senti um nó na garganta. No primeiro pavimento, estão os quartos do casal Frank e de Margot e o de Anne, que teve que dividir com o dentista Pfeffer. A pedido de Otto, a casa não foi mobiliada, mas algumas coisas chamaram a minha atenção. A primeira é um mapa com alfinetes, onde Otto ia marcando os lugares que iam sendo invadidos pelos nazistas. A segunda é a marcação do crescimento das filhas, que ele ia fazendo na parede. E a terceira, no quarto de Anne, são os recortes e fotografias colados nas paredes. Ela registrou em seu diário que ficou feliz quando conseguiu cola e esses papeis, pois assim o quarto ficaria mais alegre.

Como é a visita à casa onde Anne Frank e sua família se esconderam dos nazistas, em Amsterdam. Foi nesse local que ela escreveu um diário, que foi publicado anos mais tarde.

© Anne Frank House / Photographer: Cris Toala Olivares

“Até agora nosso quartinho, com suas paredes brancas, estava muito nu. Graças a papai – que tinha trazido antes toda a minha coleção de cartões postais e de fotos de estrelas de cinema – e a um pincel e um pote de cola, pude cobrir as paredes com gravuras. Ficou muito mais alegre.”

Anne Frank, 11 de julho de 1942

No outro andar, estão a cozinha/quarto dos van Pels, um pequeno quarto, onde o adolescente van Pels dormia, e o único banheiro da casa.

Os trechos do diário de Anne vão sendo narrados no audioguia enquanto percorremos os cômodos. Anne relatou que precisavam conversar baixo e até o uso do banheiro e de água corrente era controlado, para que ninguém do lado de fora ouvisse. Impossível não sair de lá tocado.

“Durante o dia temos sempre que andar levemente e falar sem barulho, porque não nos podem ouvir no armazém.”

Anne Frank, 11 de julho de 1942

Finalmente, vamos para uma sala onde está exposto o diário, como na foto de abertura do post. E eu, que já estava engasgada a visita toda, fui às lágrimas quando vi o vídeo com o depoimento de Otto Frank, que encerra a visita. Ele conta que quando saiu do campo de concentração ao final da guerra, não sabia se sua família estava viva ou morta. Logo ele descobriu a morte de sua esposa, mas continuou um tempo procurando por suas filhas. Até anúncio no jornal ele colocou. Demorou uns dias para ele saber que suas meninas também sido mortas pelos nazistas. Uma das mulheres que ajudou a família no esconderijo, voltou lá depois da captura e encontrou o diário que Anne havia escrito e o guardou. Depois da notícia da morte da menina, ela o entregou para o pai, que levou uns dias para conseguir lê-lo. Depois, honrando o desejo da filha, que era ser escritora, resolveu publicá-lo.

Eu finalmente percebi que eu devo fazer o meu trabalho escolar para deixar de ser ignorante, para conseguir uma vida, para me tornar uma jornalista, porque é isso que eu quero! Eu sei que posso escrever […] mas tenho que continuar percebendo se realmente tenho talento. E se eu não tenho talento para escrever livros ou artigos de jornais, eu sempre posso escrever para mim mesma. Mas eu quero alcançar mais do que isso. […] Eu quero ser útil ou trazer diversão para todas as pessoas, mesmo aqueles que eu nunca conheci. Eu quero continuar vivendo mesmo depois da minha morte!

Anne Frank, 5 de abril de 1944

Vale a pena visitar o museu?

Vale muito a pena! A curadoria do museu fez um trabalho primoroso, retratando os fatos de uma maneira didática, mas com muita sensibilidade. Embora tenhamos saído de lá com os corações dilacerados, foi uma experiência muito enriquecedora. Afinal, a gente não viaja só para descansar, mas para vivenciar culturas, aprender com a História e tornarmos pessoas mais reflexivas e tolerantes. Não devemos nunca nos esquecer de que foi a intolerância que ceifou a vida de Anne e de outros seis milhões de judeus.

“O que passou, já não podemos mudar. A única coisa que podemos fazer é aprender com o passado e compreender o que significa a discriminação e a perseguição de gente inocente. A minha opinião é que todos temos a obrigação de combater os preconceitos.”

Otto Frank, 1970

Informações sobre a visita

Todos os ingressos são vendidos apenas online e com hora marcada, sendo que 80% é colocado à venda cerca de dois meses de antecedência. Os outros 20% são colocados à venda no próprio dia, também online, a partir das 9 horas. Portanto, sugiro fortemente que, tão logo você tenha suas datas de viagem, já coloque um lembrete para comprar o seu ingresso 60 dias antes da visita. Você pode conferir os valores atualizados e o horário de funcionamento no site oficial.

Não adianta chegar bem antes do horário do ingresso, pois as entradas só são liberadas no horário marcado.

Casacos, guarda-chuvas e bolsas/mochilas de tamanho maior que A4 devem ser deixados no guarda-volumes.

Fotografias são proibidas no interior do museu.

Casa de Anne Frank

Endereço: Westermarkt 20 1016 DK Amsterdam
Site oficial

Compre ingressos com antecedência e evite filas!

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Como é a visita à casa onde Anne Frank e sua família se esconderam dos nazistas, em Amsterdam. Foi nesse local que ela escreveu um diário, que foi publicado anos mais tarde.

* A entrada da Gê foi cedida pela Casa de Anne Frank.

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