Mineiros na Estrada

O Circuito das Águas mineiro III – Parque das Águas de São Lourenço


Não é a toa que ele é considerado o cartão postal da cidade. Com mais de 400 mil metros quadrados de área, um lago, um balneário, nove fontes de água mineral e várias opções de lazer, o Parque das Águas de São Lourenço agrada a todos o visitam. O parque é super tranquilo, com muita área verde e muitas flores. Se você tiver sorte, como nós, pode ver alguns macaquinhos se alimentando. Além disso é muito bem cuidado! Na nossa opinião, é o mais bem estruturado dos quatro que visitamos (os outros foram Caxambu, Lambari e Cambuquira).

É dividido em duas partes, chamadas de Parque I e II. Logo na entrada, você recebe um mapinha. Nós o analisamos e fizemos o seguinte trajeto: fomos pela direita, contornamos todo o parque até o Parque II e voltamos ao Parque I para almoçar.

Muitas flores no Parque das Águas

Um pouco da história

Os relatos sobre as águas minerais de São Lourenço são do começo do século XIX. Em 1826, foi encontrada uma fonte de água gasosa e cristalina em uma fazenda particular, onde hoje é o Parque. Em 1890, o Comendador Bernardo Saturnino da Veiga soube da existência dessas terras e quis comprá-las para criar a Cia. de Águas Minerais São Lourenço. Em 1929, já se captavam água das fontes Gasosa, Magnesiana, Alcalina, Ferruginosa, Vichy e Sulfurosa. Em 1935, após várias sucessões e grandes reestruturações, como a criação do balneário, a visita ao Parque das Águas começou a ser cobrada. Em 1960, foi construída a portaria, que é a mesma até hoje.

Mais tarde, em 1989, foi inaugurado o Parque II e mais duas fontes: a sulfurosa e a carbogasosa. Em 1992, surgiu a Fonte Primavera e, no mesmo ano, a Nestlé assumiu a direção do parque (a água mineral São Lourenço é da Nestlé).

O Parque I

A portaria fica no Parque I. É aqui também que estão oito das nove fontes. Há um bonito lago, com caiaques, pedalinhos e “water balls”, aquelas bolas grandes transparentes em que a pessoa entra e vai rodando, rodando, rodando na água. Há, ainda, um passeio de barco até a Ilha dos Amores, que fica próxima ao lago. Essas atrações são pagas à parte.  Às margens do lago, há umas quatro lojinhas de roupas, artesanato, chocolate e lanches.

Crianças pequenas podem brincar em um playground de madeira. Pessoas religiosas podem fazer suas orações na Gruta Nossa Senhora dos Remédios. Quem quiser ler na tranquilidade do parque, pode pegar um livro emprestado, totalmente grátis, e ler em um dos muitos banquinhos à sombra (o parque aceita doações de livros também). Quem não quiser caminhar pelo parque pode alugar um triciclo. Aqueles que querem uma atividade diferente podem comprar uma hora no campo de mini golfe. Crianças (e marmanjos também) vão adorar pilotar barquinhos de controle remoto.

Viram? Tem atividade para todo mundo! E olha que nem falei das fontes de água ainda.

É aqui no Parque I que está a entrada para a Ermida. Mas, já contamos, quando fomos estava fechada.

Quando você avistar a rua da feirinha, estará próximo ao túnel que leva ao Parque II. Oriente-se pelo mapinha, mas o parque é sinalizado. Você vai atravessar um túnel sob a rua da feira e vai sair no Parque II.

O Parque II

Essa parte é menor e menos bonita. Logo na saída do túnel avistamos o Jardim Japonês. Pequeno e nada de fenomenal. Mais adiante temos duchas de água mineral, espreguiçadeiras, lanchonete, quadras de tênis, peteca, bocha e futebol de salão e society.

Jardim Japonês

Duchas de água mineral

O Balneário

Balneário é o nome popular do Centro Hidroterápico de São Lourenço. O prédio, de 1935, é lindo por fora (não entramos) e já foi frequentando pelo presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Oferece tratamentos de estética facial e corporal, banhos terapêuticos, saunas e massagens de diversas técnicas. Todos os serviços são pagos à parte. Veja a relação de serviços e valores aqui.

As fontes

A maioria das pessoas vai ao parque para provar as águas diferentes. Eu provei todas e achei uma pior que a outra. Prefiro a do meu filtro. Mas, já que você está lá, não custa provar um gole. Mas, mesmo que você goste, não tome demais. A concentração mineral é alta e, como não estamos acostumados, se misturamos demais tantas águas com tantos minerais diferentes, podemos causar um desarranjo intestinal. E você não vai querer terminar seu passeio no banheiro.

Vou apresentá-las na ordem numérica em que elas são apresentadas ao visitante, que é a ordem de inauguração das fontes, e não na ordem em que as vemos no passeio.

Nº1 – Fonte Oriente – água naturalmente gasosa, usada tratar distúrbios renais, digestivos e algumas intoxicações.

Nº 2 – Fonte Andrade Figueira (magnesiana) – usada para tratar alterações hepáticas e da vesícula biliar e algumas problemas de intestino grosso. Não deve ser consumida em casos de úlcera péptica (foto abaixo, junto com a alcalina).

Nº 3 – Fonte Vichy (alcalina) – usada no tratamento de problemas gástricos, renais e de vesícula biliar. Igual a esta fonte, só há outra no mundo, na cidade de Vichy, França.

Nº 4 – Fonte Ferruginosa – usada em casos de anemia, anorexia e astenia. Cuidado: pode causar cólicas!

Nº 5 – Fonte Alcalina – utilizada em tratamento de úlceras gastroduodenais e em casos de uricemia, ajudando a eliminação de ácido úrico e também de cálculos renais.

À esquerda, fonte magnesiana, À direita, a alcalina.

Nº 6 – Fonte Jaime Sotto Mayor (sulfurosa) – usada em casos de diabetes, doenças do intestino grosso, processos alérgicos da pele e doenças do colágeno. Esta fonte libera também um gás, utilizado para tratar sinusites e outros problemas respiratórios, mas tome cuidado ao inalá-lo para não ficar tonto!

Do lado esquerdo, a água. Do direito, o gás.

Nº 7 – Fonte Sulfurosa II – fica no Parque II e tem as mesmas propriedades da anterior.

Nº 8 – Fonte José Carlos de Andrade (carbogasosa) – contém lítio e é usada em casos de depressão, estresse, processos alérgicos e colites.

Nº 9 – Fonte Primavera (ferruginosa) – os mesmos benefícios da fonte ferruginosa, mas seu sabor é pior mais forte. Usada também para diminuir cansaço!

Pilares de São Lourenço

São três pilares no parque, cada um com função específica. A explicação está na foto.

Alimentação no Parque

Além das lanchonetes próximas ao lago do Parque I e à ducha de água mineral do Parque II, há um restaurante ao lado da Gruta Nossa Senhora dos Remédios. São servidos pratos à la carte, com opções de frango, peixe e carne vermelha, além de comida mineira, como tutu e feijão tropeiro. Nós pedimos um prato para duas pessoas com arroz, feijão, batata frita e frango empanado. Estava bem gostoso e farto, nem conseguimos comer tudo. A conta  ficou em R$51,00, com duas bebidas (para duas pessoas, em novembro de 2014).

Informações gerais

Plaquinhas pelo parque

Parque das Águas de São Lourenço
Praça João Lage, s/n, São Lourenço, Minas Gerais.
Tel.: (35) 3332-3066
Horário de funcionamento do parque: 8h às 17h20 (o Balneário fecha às segundas-feiras e no horário do almoço. Se seu interesse é ir apenas ao Balneário, ligue antes para se informar)
Valor da entrada no Parque: R$6,00 a inteira, R$3,00 a meia (em novembro de 2014)
Cartões de crédito e débito são aceitos.

Salvar